Close Menu
    Sobre a spriomais
    • Institucional
    • Equipe
    • Contato
    Escute a rádio spriomais
    Facebook X (Twitter) Instagram YouTube LinkedIn WhatsApp
    • Institucional
    • Equipe
    • Contato
    Facebook X (Twitter) Instagram YouTube Spotify LinkedIn WhatsApp
    spriomais
    • Notícias
      • Cidades
      • Cultura
      • Especiais
      • Esporte
      • Geral
      • Made In Sanja
      • Meio Ambiente
      • Mulher
      • Polícia
      • Política
      • Tecnologia
      • Turismo
    • Colunas
      • + Arte na Cidade
      • Animais Ok
      • Berlim Esporte Clube
      • Código Fonte
      • Cozinha sem Chef
      • Curiocidades
      • Da janela do Helbor
      • ESG na Prática
      • Esquecimento Global
      • Fora do Cabide
      • Ofício das Palavras
      • Playlist de maestro
      • Todas as Claves
      • Viva
    • Podcast
    • Branded
    • Acontece spriomais
    • Publicidade Legal
    rádio
    spriomais

    SJC – TA PAGO SJC – TA PAGO

    Você está em:Início » A praia fechada também tem preço
    ESG na Prática

    A praia fechada também tem preço

    Poluição afeta o turismo, reduz o movimento no comércio e ameaça uma cadeia econômica que sustenta milhares de trabalhadores no litoral
    31 de outubro de 2026Nenhum comentário3 Minutos de Leitura
    WhatsApp Facebook Twitter LinkedIn Email
    + Adicionar spriomais ao Google
    Google News
    Compartilhe
    Facebook Twitter LinkedIn WhatsApp Email Copy Link

    Sábado de sol em Ubatuba. A família desce a serra, paga a taxa ambiental, acha vaga com sorte e chega ao Itaguá. Na areia, a placa vermelha da Cetesb avisa que a água está imprópria para banho. O pai olha para as crianças, as crianças olham para o mar, e todo mundo volta para o carro.

    A pergunta que ninguém faz: quanto custou para todos essa placa?

    A gente sabe muito bem quanto uma praia aberta rende. A Secretaria de Turismo de Ubatuba projetou cerca de 4 milhões de visitantes entre dezembro e março, numa cidade de aproximadamente 98 mil moradores. Uma pesquisa mostrou que 68% dos turistas entrevistados destacam as praias entre os principais atrativos, e a maioria gasta entre 100 e 300 reais por dia, incluindo alimentação, hospedagem, passeios e outros serviços.

    Faça uma conta simples. Se cada um desses 4 milhões de visitantes gastasse apenas 200 reais em um único dia, seriam 800 milhões de reais circulando na economia local em uma temporada. É uma simulação, claro, mas ajuda a entender o tamanho dessa economia. É dinheiro que paga o salário do garçom, o aluguel da pousada e o boleto do pescador que leva turista para passear.

    Mas ninguém faz a outra conta. A da praia fechada.

    E a praia imprópria não é rara. Em 2025, um ponto do Itaguá ficou impróprio em 51 das 52 semanas monitoradas pela Cetesb. Outro ponto da mesma praia, em 41 semanas. A foz do rio Itamambuca, em 34. São locais onde a água não fica imprópria apenas de vez em quando. Em alguns pontos, o problema é praticamente permanente.

    Se o Itaguá atraísse só 1% do fluxo da temporada, seriam 40 mil visitas e uma movimentação potencial de 8 milhões de reais por verão. Em dez anos, mantendo as mesmas condições, seriam 80 milhões. Não significa que todo esse dinheiro seja perdido com a poluição, mas mostra o tamanho da economia que pode ser afetada. E essa conta ainda deixa de fora o turista que vai embora decepcionado e escolhe outro destino no ano seguinte, o imóvel que perde valor e os possíveis atendimentos no posto de saúde depois de um mergulho em água contaminada.

    Alguém vai dizer que o turista simplesmente muda de praia. Em parte, sim, e para o município a perda líquida é menor. Mas pergunte ao dono do quiosque da orla do Itaguá se ele sente a diferença. Para ele, a perda pode ser significativa.

    Boa parte da poluição que compromete nossas praias começa muito antes de chegar ao mar. Esgoto sem tratamento, ocupação irregular, chuva que carrega contaminantes para os rios e suas desembocaduras. Por isso, a conversa sobre balneabilidade não pode ficar só na planilha sanitária. Ela precisa entrar na planilha econômica.

    Enquanto a bandeira vermelha for tratada apenas como dado da Cetesb, vai continuar sendo assunto de laboratório. No dia em que virar número no orçamento da prefeitura e no caixa da associação comercial, vira prioridade. Tratar o rio deixa de ser apenas despesa e passa a ser um investimento cujo retorno também precisa ser medido na economia local. ESG, no fundo, é isso. Ambiental é preservar a qualidade das águas, proteger os ecossistemas e evitar doenças causadas pela poluição. Social é proteger as pessoas e toda uma cadeia econômica que depende do turismo para sobreviver. Governança é investir em saneamento, saúde pública e desenvolvimento sustentável.

    É entender que o custo de uma água contaminada vai muito além do que aparece na nota fiscal.

    Veja também: O seu pace está ótimo. E a sua pegada?

    * A opinião dos nossos colunistas não reflete necessariamente a visão do portal spriomais.

    Luís Magalhães

    Luís Magalhães

    Luís Fernando Carneiro Magalhães é co-fundador e sócio-diretor da srtatup joseense O2eco Tecnologia Ambiental, cujo objetivo é deixar um impacto positivo no meio ambiente. Estudou Agronomia na UFFRJ e Business & Marketing na Universidade Católica da Austrália e na Universidade de Canberra.
    + Adicionar spriomais ao Google
    Compartilhe Facebook Twitter Pinterest LinkedIn WhatsApp Telegram Email Copy Link
    Notícias AnterioresSamara Felippo teme público vazio em São José após boicote bolsonarista
    Próxima Notícia Meu Halloween brasileiro (alerta de medo)

    Notícias Relacionadas

    O seu pace está ótimo. E a sua pegada?

    25 de outubro de 2026

    Por que os bancos estão olhando para o céu?

    18 de outubro de 2026

    Lucro no ponto final, não no ponto focal

    11 de outubro de 2026
    Inscrever-se
    Acessar
    Notificar de
    Acessar para comentar
    0 Comentários
    mais antigos
    mais recentes Mais votado

    PREF CARAGUA




    Unitau


    SJC – TA PAGO SJC – TA PAGO

    A spriomais é o primeiro portal jornalistico multidigital do Vale do Paraíba, com os principais acontecimentos da região, do Brasil e do mundo.

    email:
    [email protected]

    Maior festival gastronômico do Vale do Paraíba, com 60 mil pessoas na edição de 2024, e que reúne os melhores restaurantes, bares e confeitarias de São José dos Campos.

    instagram:
    @mais_gastronomia
    email:
    [email protected]

    O design elegante e as fotografias selecionadas reforçam a atmosfera gourmet do jornal impresso e digital do Grupo SP Rio Mais.
    Um convite ao leitor para desacelerar diante das páginas e perceber a informação como parte de uma experiência estética.

    email:
    [email protected] 

    • Facebook
    • Twitter
    • Instagram
    • YouTube
    • LinkedIn
    • WhatsApp
    • Spotify
    © 2026 SPRIO SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO EIRELLI - spriomais 2025 © Todos os direitos reservados

    Escreva algo e precione Enter para buscar. Pressione Esc para cancelar.

    wpDiscuz
    Usamos cookies para garantir que oferecemos a melhor experiência em nosso site. Se continuar a usar este site, assumiremos que está satisfeito com ele.