Close Menu
    Sobre a spriomais
    • Institucional
    • Equipe
    • Contato
    Escute a rádio spriomais
    Facebook X (Twitter) Instagram YouTube LinkedIn WhatsApp
    • Institucional
    • Equipe
    • Contato
    Facebook X (Twitter) Instagram YouTube Spotify LinkedIn WhatsApp
    spriomais
    • Notícias
      • Cidades
      • Cultura
      • Especiais
      • Esporte
      • Geral
      • Made In Sanja
      • Meio Ambiente
      • Mulher
      • Polícia
      • Política
      • Tecnologia
      • Turismo
    • Colunas
      • + Arte na Cidade
      • Animais Ok
      • Berlim Esporte Clube
      • Código Fonte
      • Cozinha sem Chef
      • Curiocidades
      • Da janela do Helbor
      • ESG na Prática
      • Esquecimento Global
      • Fora do Cabide
      • Ofício das Palavras
      • Playlist de maestro
      • Todas as Claves
      • Viva
    • Podcast
    • Branded
    • Acontece spriomais
    • Publicidade Legal
    rádio
    spriomais


    Você está em:Início » Por que os bancos estão olhando para o céu?
    ESG na Prática

    Por que os bancos estão olhando para o céu?

    No Brasil, apenas cerca de 9% das perdas econômicas provocadas por desastres climáticos são cobertas por seguros, deixando grande parte dos prejuízos sob responsabilidade de famílias, empresas e governos
    18 de outubro de 2026Nenhum comentário3 Minutos de Leitura
    WhatsApp Facebook Twitter LinkedIn Email
    + Adicionar spriomais ao Google
    Google News
    Compartilhe
    Facebook Twitter LinkedIn WhatsApp Email Copy Link
    (Créditos: Imagem gerada por Inteligência Artificial)

    Imagine um agricultor no sertão nordestino observando a terra rachada, esperando uma chuva que não chega. A milhares de quilômetros dali, um produtor rural gaúcho encontra o estoque destruído pela enchente. Histórias diferentes, separadas pela geografia, mas unidas por uma realidade pouco discutida. Além do sofrimento dessas famílias, há algo que conecta essas histórias: os prejuízos também chegam aos bancos e podem nos afetar de várias formas.

    Durante décadas, bancos avaliaram empréstimos principalmente pela renda, pelas garantias e pelo histórico de pagamento. Agora, precisam considerar outra variável. De que adianta um cliente ter boas condições financeiras se uma seca prolongada ou uma inundação comprometer sua capacidade de produzir e pagar? E isso impacta no crédito disponível para todos, não apenas produtores rurais.

    As enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul deixaram essa relação evidente. Segundo levantamento do BID, da Cepal e do Banco Mundial, os efeitos econômicos chegaram a R$ 88,9 bilhões, aproximadamente 69% deles concentrados no setor produtivo. Por trás dessas cifras estavam empresas fechadas, empregos ameaçados e famílias tentando reconstruir suas vidas.

    Recentemente, conversei com Rafael Barrucho, da Barrucho Seguros, que me apresentou uma proposta de integração entre municípios, estados e União para ampliar a proteção dos produtores rurais. O que despertou meu interesse não foi apenas o seguro, mas a possibilidade de associá-lo à prevenção e à sustentabilidade. Afinal, proteger uma atividade econômica deveria começar antes do prejuízo.

    Um relatório divulgado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) revelou um dado preocupante. No Brasil, apenas cerca de 9% das perdas econômicas provocadas por desastres climáticos são cobertas por seguros, diante de uma média mundial estimada em 45%. Significa que grande parte da conta permanece com famílias, empresas e governos.

    Em setembro, a Lei nº 15.526/2026 aperfeiçoou as regras do seguro rural e sua relação com o crédito. É um avanço, mas precisamos compreender que uma apólice pode amenizar consequências financeiras, não impedir uma catástrofe.

    Obviamente o assunto também ultrapassa fronteiras, pois o mundo sofre consequências. Na Austrália, a família de agricultores Smith viu sua dívida com o National Australia Bank crescer de 3,3 milhões para 7,8 milhões de dólares australianos, em meio a uma seca prolongada e outras dificuldades econômicas. Parte dos empréstimos chegou a acumular juros de inadimplência de 18,9% ao ano.

    Nos Estados Unidos, um estudo publicado em 2026 identificou redução significativa do crédito agrícola em regiões atingidas por secas severas. O clima já não ameaça apenas a colheita. Pode comprometer também o acesso ao dinheiro necessário para a próxima safra.

    É aqui que entra o ESG, expressão que reúne responsabilidade ambiental, social e boas práticas de gestão. Não se trata apenas de preservar florestas ou cumprir exigências. Trata-se de reconhecer que a economia depende de condições ambientais e sociais que frequentemente ignoramos.

    Tenho insistido que crescimento econômico e proteção ambiental precisam caminhar juntos. Financiar prevenção, conhecer os riscos e proteger quem produz não deveria ser visto como custo adicional, mas como parte de uma economia preparada para continuar funcionando.

    Se bancos já aprenderam a calcular o risco de emprestar dinheiro, quanto tempo levaremos para compreender o risco de não investir na prevenção?

    Leia também: Lucro no ponto final, não no ponto focal

    desastres ambientais esg meio ambiente prejuizo

    * A opinião dos nossos colunistas não reflete necessariamente a visão do portal spriomais.

    Luís Magalhães

    Luís Magalhães

    Luís Fernando Carneiro Magalhães é co-fundador e sócio-diretor da srtatup joseense O2eco Tecnologia Ambiental, cujo objetivo é deixar um impacto positivo no meio ambiente. Estudou Agronomia na UFFRJ e Business & Marketing na Universidade Católica da Austrália e na Universidade de Canberra.
    + Adicionar spriomais ao Google
    Compartilhe Facebook Twitter Pinterest LinkedIn WhatsApp Telegram Email Copy Link
    Notícias AnterioresHistórias que contamos
    Próxima Notícia TSE altera local de votação de mais de 4 mil seções eleitorais; confira mudanças no Vale e Litoral Norte

    Notícias Relacionadas

    Inpe receberá R$ 147,6 milhões para desenvolver IA que identifica riscos de desmatamento

    18 de outubro de 2026

    Lucro no ponto final, não no ponto focal

    11 de outubro de 2026

    E se você fizesse parte dos 33 milhões sem água potável no Brasil?

    3 de outubro de 2026
    Inscrever-se
    Acessar
    Notificar de
    Acessar para comentar
    0 Comentários
    mais antigos
    mais recentes Mais votado

    APS Group




    NIPBR



    A spriomais é o primeiro portal jornalistico multidigital do Vale do Paraíba, com os principais acontecimentos da região, do Brasil e do mundo.

    email:
    [email protected]

    Maior festival gastronômico do Vale do Paraíba, com 60 mil pessoas na edição de 2024, e que reúne os melhores restaurantes, bares e confeitarias de São José dos Campos.

    instagram:
    @mais_gastronomia
    email:
    [email protected]

    O design elegante e as fotografias selecionadas reforçam a atmosfera gourmet do jornal impresso e digital do Grupo SP Rio Mais.
    Um convite ao leitor para desacelerar diante das páginas e perceber a informação como parte de uma experiência estética.

    email:
    [email protected] 

    • Facebook
    • Twitter
    • Instagram
    • YouTube
    • LinkedIn
    • WhatsApp
    • Spotify
    © 2026 SPRIO SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO EIRELLI - spriomais 2025 © Todos os direitos reservados

    Escreva algo e precione Enter para buscar. Pressione Esc para cancelar.

    wpDiscuz
    Usamos cookies para garantir que oferecemos a melhor experiência em nosso site. Se continuar a usar este site, assumiremos que está satisfeito com ele.