Close Menu
    Sobre a spriomais
    • Institucional
    • Equipe
    • Contato
    Escute a rádio spriomais
    Facebook X (Twitter) Instagram YouTube LinkedIn WhatsApp
    • Institucional
    • Equipe
    • Contato
    Facebook X (Twitter) Instagram YouTube Spotify LinkedIn WhatsApp
    spriomais
    • Notícias
      • Cidades
      • Cultura
      • Especiais
      • Esporte
      • Geral
      • Made In Sanja
      • Meio Ambiente
      • Mulher
      • Polícia
      • Política
      • Tecnologia
      • Turismo
    • Colunas
      • + Arte na Cidade
      • Animais Ok
      • Berlim Esporte Clube
      • Código Fonte
      • Cozinha sem Chef
      • Curiocidades
      • Da janela do Helbor
      • ESG na Prática
      • Esquecimento Global
      • Fora do Cabide
      • Ofício das Palavras
      • Playlist de maestro
      • Todas as Claves
      • Viva
    • Podcast
    • Branded
    • Acontece spriomais
    • Publicidade Legal
    rádio
    spriomais

    Suzano

    Você está em:Início » Ubatuba, taxa ambiental e governança pública: o risco de desviar a rota
    ESG na Prática

    Ubatuba, taxa ambiental e governança pública: o risco de desviar a rota

    29 de dezembro de 2024Nenhum comentário4 Minutos de Leitura
    WhatsApp Facebook Twitter LinkedIn Email
    Compartilhe
    Facebook Twitter LinkedIn WhatsApp Email Copy Link

    Quando o meio ambiente finalmente se torna uma prioridade em políticas públicas, logo surgem manobras que desviam recursos ou flexibilizam sua destinação, comprometendo os objetivos originais. O recente caso em Ubatuba, onde a Câmara Municipal aprovou uma mudança nas regras de destinação da taxa ambiental, é um exemplo claro dessa triste recorrência. A decisão, que permite que até 30% da arrecadação mensal seja usada em áreas desvinculadas da proteção ambiental sem aprovação do conselho municipal, levanta questões importantes sobre transparência, governança e compromissos ambientais.

    (Crédito: Reprodução)

    O contexto da taxa ambiental

    A taxa ambiental de Ubatuba, instituída em fevereiro de 2023, arrecadou mais de R$ 78 milhões desde sua implementação. Inicialmente destinada a projetos de preservação ambiental, como a implantação da coleta seletiva – que já permitiu reciclar 25 toneladas de resíduos por mês – a taxa surgiu como uma solução para mitigar os impactos da alta temporada em uma cidade que recebe milhares de turistas. No entanto, a recente aprovação do projeto de lei complementar que desvincula parte dessa verba para outras finalidades acende um alerta: será que com o tempo o meio ambiente estará novamente sendo colocado em segundo plano?

    A proposta de usar até 30% dos recursos em áreas fora da esfera ambiental pode parecer uma solução pragmática para atender a “prioridades urgentes” da cidade. No entanto, sem a análise e aprovação do conselho municipal de meio ambiente – uma instância que deveria garantir que os recursos sejam utilizados de forma responsável – abre-se espaço para decisões arbitrárias e falta de transparência. Esse tipo de mudança frequentemente transforma recursos ambientais em uma espécie de “fundo de emergência”, enfraquecendo o propósito para o qual foram criados. Um grande exemplo contrário de práticas ESG na esfera pública.

     Outros Casos

    A prática de redirecionar recursos ambientais não é exclusiva de Ubatuba. O Fundo Clima, no Brasil, é um exemplo marcante de como desvios e subutilização comprometem ações ambientais. Em 2020, apenas 0,6% dos R$ 543 milhões disponíveis foram aplicados em projetos climáticos, segundo o Observatório do Clima. Grande parte dos recursos foi realocada para áreas que nada tinham a ver com o enfrentamento das mudanças climáticas.

    No cenário internacional, o Fundo Verde para o Clima, criado para ajudar países em desenvolvimento a implementar ações climáticas, enfrentou problemas semelhantes. Dos US$ 100 bilhões anuais prometidos por nações ricas, uma parte significativa tem sido direcionada para empréstimos, não doações, aumentando a dívida de países já vulneráveis aos impactos climáticos.
    Esses desvios têm impactos tangíveis. No caso de Ubatuba, enfraquecer os investimentos em projetos ambientais pode comprometer diretamente a preservação da biodiversidade local, essencial para manter a atratividade turística da região. Além disso, a ausência de governança transparente pode gerar desconfiança na população, dificultando futuras iniciativas de arrecadação para causas ambientais.

    Globalmente, o desvio de recursos ambientais contribui para crises como o desmatamento crescente. Na Amazônia, por exemplo, o desmatamento que escala cada vez mais, agravado pela falta de financiamento adequado para monitoramento e fiscalização. No Brasil, os custos da degradação ambiental ultrapassam R$ 1,5 trilhão por ano, segundo dados do IBGE, evidenciando o preço alto da negligência ambiental.

    A Importância da Governança

    Casos como o de Ubatuba reforçam a necessidade de governança sólida, especialmente em questões ambientais. Modelos de sucesso, como o Fundo Amazônia, mostram que é possível administrar recursos de forma eficiente e transparente. Com auditorias regulares e participação da sociedade civil, o fundo financiou mais de 100 projetos que ajudaram a reduzir o desmatamento e promover o desenvolvimento sustentável.

    Outro exemplo positivo vem da Noruega, onde o fundo soberano investe parte de seus lucros do petróleo em projetos de energia renovável, mantendo um compromisso consistente com a sustentabilidade.

    A decisão de Ubatuba representa mais um capítulo no ciclo de prejuízos ao meio ambiente, muitas vezes tratado como uma prioridade descartável. É essencial que iniciativas ambientais sejam protegidas por governança sólida e transparência, garantindo que recursos sejam usados para seu propósito original. Desviar recursos ambientais é um erro que não apenas compromete projetos essenciais, mas também prejudica a credibilidade das políticas públicas e a confiança da população. Se queremos um futuro sustentável, precisamos romper com essa prática. Afinal, o meio ambiente não pode continuar sendo o eterno prejudicado nas decisões de curto prazo.

    E indo além, casos como o de Ubatuba, cabe a nós agirmos em prol de uma governança transparente e da proteção ambiental. Afinal, a inércia não apenas nos distancia da solução, mas nos transforma diretamente em parte do problema.

    Leia mais em ESG na Prática: 

    • Valores e impactos do ESG em 2024 e as tendências para 2025
    • Inclusão e tecnologia: um pilar essencial no ESG
    • 95 Milhões de hectares: A oportunidade que o Brasil insiste em ignorar

    Acompanhe também: 

    Instagram

    Youtube

    Facebook

    Twitter

    Spotify

    * A opinião dos nossos colunistas não reflete necessariamente a visão do portal spriomais.

    Luís Magalhães

    Luís Magalhães

    Luís Fernando Carneiro Magalhães é co-fundador e sócio-diretor da srtatup joseense O2eco Tecnologia Ambiental, cujo objetivo é deixar um impacto positivo no meio ambiente. Estudou Agronomia na UFFRJ e Business & Marketing na Universidade Católica da Austrália e na Universidade de Canberra.
    Compartilhe Facebook Twitter Pinterest LinkedIn WhatsApp Telegram Email Copy Link
    Notícias AnterioresCaminhos da Arquitetura celebra parcerias e apresenta novidades
    Próxima Notícia IPVA 2025 já está disponível para consulta e pagamento

    Notícias Relacionadas

    Empreendedorismo ambiental: e se a sustentabilidade nascesse junto com o negócio?

    31 de maio de 2026

    A floresta que encolheu enquanto o Brasil dormia

    24 de maio de 2026

    Depois de ler esse texto, talvez você comece a reparar também

    17 de maio de 2026
    Inscrever-se
    Acessar
    Notificar de
    Acessar para comentar
    0 Comentários
    mais antigos
    mais recentes Mais votado






    Maisgastronomia



    A spriomais é o primeiro portal jornalistico multidigital do Vale do Paraíba, com os principais acontecimentos da região, do Brasil e do mundo.

    email:
    [email protected]

    Maior festival gastronômico do Vale do Paraíba, com 60 mil pessoas na edição de 2024, e que reúne os melhores restaurantes, bares e confeitarias de São José dos Campos.

    instagram:
    @mais_gastronomia
    email:
    [email protected]

    O design elegante e as fotografias selecionadas reforçam a atmosfera gourmet do jornal impresso e digital do Grupo SP Rio Mais.
    Um convite ao leitor para desacelerar diante das páginas e perceber a informação como parte de uma experiência estética.

    email:
    [email protected] 

    • Facebook
    • Twitter
    • Instagram
    • YouTube
    • LinkedIn
    • WhatsApp
    • Spotify
    © 2026 SPRIO SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO EIRELLI - spriomais 2025 © Todos os direitos reservados

    Escreva algo e precione Enter para buscar. Pressione Esc para cancelar.

    wpDiscuz
    Usamos cookies para garantir que oferecemos a melhor experiência em nosso site. Se continuar a usar este site, assumiremos que está satisfeito com ele.