Para prosseguir com os estudos que auxilam na preservação do sagui-da-serra-escuro, primata que está entre os 30 com maior risco de extinção no mundo, o projeto Ecomuseu de São José dos Campos recebeu um investimento de R$ 1 milhão da Petrobras.
O anúncio foi feito nesta terça-feira (5), quando foi também formalizada a parceria entre as instituições responsáveis pelo projeto. Estiveram presentes representantes do Centro de Estudos da Cultura Popular, da Universidade Federal de Viçosa (UFV), do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) e da Prefeitura de São José dos Campos, além de estudantes da Univap (Universidade do Vale do Paraíba), que também participam do trabalho de campo com pesquisadores.
“O aporte será investido ao longo de três anos, em ações de levantamento, mapeamento, estudos genéticos e outras iniciativas, que contribuem para identificar o que têm prejudicado a sobrevivência do sagui-da-serra-escuro, e, especialmente, investigar a relação desse sagui urbano com as pessoas”, explicou Maria Siqueira, coordenadora geral do projeto em SJC.

Leia mais: Startup de doutorandos do ITA desenvolve ‘barco voador’ para melhorar o transporte na Amazônia
O Ecomuseu existe há 10 anos e atua em mais de 28 bairros, com diversas atividades que promovem o desenvolvimento sustentável dos territórios.
Em sua 4ª edição, o projeto tem se dedicado à preservação do sagui-da-serra-escuro, um primata gravemente ameaçado de extinção. Isso ocorre devido ao cruzamento desses animais com saguis alóctones, originários de outros países, que levam a descaracterização genética da espécie.
Para garantir a sobrevivência do sagui-da-serra-escuro, o projeto mapeia os locais onde o animal está presente na cidade, a fim de criar corredores ecológicos que possam servir para eles transitarem, encontrarem abrigo e alimentos.
Acompanhe também: