Eduardo Cury (PL) tem algumas chances de virar a eleição…
Ir bem nas entrevistas e sabatinas que restam nesta reta final de campanha, ir muito bem nos debates (hoje no “Vale”; sexta-feira na Rede Vanguarda) e ir excepcionalmente bem no “sprint” derradeiro deste segundo turno, travado nas ruas, no corpo-a-corpo, até a hora do voto.

É uma corrida contra o tempo
Cury largou muito bem na campanha, podia ter dado o xeque-mate no rival em duas oportunidades, mas acabou “encaixotado” por Anderson Farias (PSD).
Resumindo: Cury levou Anderson às cordas, não nocauteou o oponente e hoje corre o risco de ser nocauteado, numa campanha disputadíssima, com direito a sangue, porrada e bomba.
Ouvi outro dia de um jornalista uma analogia que dá uma noção do que tem sido a disputa eleitoral em São José dos Campos: Anderson levou a campanha para a lama, Cury não quis sujar a roupa. Será? Bem, arrisco dizer que é isso, mas não é só isso. A briga está intensa de lado a lado, com direito a dedo no olho, cuspe na cara e muita lavação de “roupa suja”. Não tem inocente nessa história.
E arrisco outro palpite…
A eleição termina no próximo domingo, mas, arrisco dizer, alguns temas levantados nesta campanha vão além da apuração dos votos. O principal deles é o “calote” no repasse ao IPSM, o Instituto de Previdência do Servidor Municipal, que estaria na casa dos R$ 500 milhões.
Outra questão: reverter a “importação” de usuários de drogas da Cracolândia para São José dos Campos, negada pelo Estado, mas, tristemente constatada nesta campanha.
Mas não é só: a cidade tem desafios em diversas áreas, como saúde, mobilidade, educação, habitação e geração de empregos. Sejamos realistas, São José dos Campos é uma excelente cidade, de vanguarda, mas não é a “Disneylândia” apresentada pela propaganda oficial.
Oxalá seja esse o principal legado desta campanha: trazer a cidade real para a agenda do prefeito. É nela que as coisas acontecem, é nela onde todos vivem, é ela que exige soluções dia após dia.
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