Esse é o tema da FLIM (Festa Literomusical 2024), que acontece em 20, 21, 22 de setembro, no Parque Vicentina Aranha. O parque em si é uma festa. Para muitos joseenses deve ser o lugar mais encantador da cidade. E com razão.
Voltando ao tema da FLIM, foi-se o tempo de Cronos, da primeira geração dos titãs! O tempo de agora é outro.
Na mitologia grega, Cronos (filho de Urano e Gaia), reinou antes de a humanidade aparecer. Era associado à agricultura com seus ciclos de plantio e colheita, e a personificação do próprio tempo. Casou-se com Reia e teve vários filhos. Mas a boa fase acabou, afinal, não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe.
Para evitar a profecia de que seria destronado por um filho, tornou-se irascível e paranoico, e devorava os filhos logo ao nascerem. Reia consegue enganar o marido e salva o filho mais novo, Zeus, que mais tarde liberta os irmãos e trava dura batalha contra o pai. Ao derrotar o Tempo, Zeus torna-se imortal (poder que se estende aos irmãos), muda-se para o Olimpo e a partir daqui todos sabem a história.
Cronos teve como destino o Tártaro, descrito por Hesíodo (700 a.C.) como lugar de caos e tormento, “tão abaixo da Terra quanto está do céu”. A região mais inferior do universo.
Se você não viu, veja Kaos (Netflix), série criada por Charlie Covell, dirigida por Georgi Banks-Davies e Runyararo Mapfumo, com Jeff Goldblum interpretando um Zeus que deusmelivre!
A volta do tempo no tempo me faz pensar que se Cronos regeu a “época dourada” dos deuses de outrora, o que acontece hoje com os fatores climáticos em colapso, a velocidade da comunicação, a crise nas mais diversas áreas da criação, deve estar associado ao retorno de Cronos e a vingança maligna de instalar o Tártaro na Terra.
E na eterna briga entre o mar e o penhasco, quem se dá muito mal é o marisco, sabemos que somos nós quem vamos pagar as desavenças.
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Não há tempo para gozar o ócio, para a reflexão, para questionamentos mais profundos. Tudo é “pra ontem”, o de hoje já é amanhã. Até o Natal já será em outubro (na Venezuela!).
O tempo (cronológico) é cruel, o tempo (climatológico) é insensível às dores humanas. Só nos resta invocar as musas, deusas inspiradoras da música, poesia, artes e ciência, para que intercedam por nós.

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