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    Vicentina Aranha

    Você está em:Início » Suicídios literários ou não
    Ofício das Palavras

    Suicídios literários ou não

    31 de agosto de 2024Nenhum comentário4 Minutos de Leitura
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    No mês de agosto, o #clubedolivrodaofício leu e conversou sobre A Elegância do Ouriço, de Muriel Barbery. É impressionante como com um mesmo texto, temos tantas leituras diferentes. Em brevíssimo resumo, duas narradoras falam sobre a o sentido da vida, sobre Arte, música, filmes.

    Uma é zeladora, a outra é a filha pré-adolescente, de um casal de moradores do prédio de luxo, em Paris. O que existe de comum entre elas? Tudo! Inclusive a amizade do Sr. Ozu, novo morador, japonês, sorridente, culto e misterioso.

    Capa do livro "A elegância do ouriço"
    Capa do livro “A elegância do ouriço” (Créditos: Reprodução)

    O que vou salientar aqui é que a adolescente, de 12 anos, diz que não vê sentido nessa vida chata e vai se suicidar e colocar fogo no apartamento dos pais, no dia do aniversário de 13 anos. Ela se diz uma criança “superdotada”.

    Veja este trecho: “… sempre temos a ilusão de que controlamos o que acontece; nada nos parece definitivo. Por mais que eu pensasse nessas últimas semanas que breve ia me suicidar, será que acreditava realmente nisso? Será que a decisão me fazia sentir realmente o significado da palavra nunca? De jeito nenhum. Ela me fazia sentir meu poder de decidir.”

    Por mais dotada que fosse, me parece demais uma menina elaborar tais frases. Mas não é demais, sentir isso. O que existe por trás do tédio, do desencanto?

    No início do mês de agosto tivemos a triste notícia do suicídio de um jovem aluno do Colégio Bandeirantes, em São Paulo (14 anos, negro, gay, bolsista) após uma série de ataques homofóbicos e bullying, por parte de outros alunos.

    Não sei se você lembra, em 2018, houve dois suicídios em menos de duas semanas, na mesma escola e não eram bolsistas. Refiro-me somente a uma instituição, mas sabemos que acontece em muitas escolas e faculdades.

    Por que falar sobre isso é ainda tabu? Por que não podemos conversar abertamente sobre doenças, mortes, más escolhas? O silêncio camufla outro problema: a falta de conhecimento sobre o que, de fato, leva essas pessoas a se matarem. Depressão, esquizofrenia e uso de drogas ilícitas são os principais males identificados pelos médicos em um potencial suicida – problemas que poderiam ser tratados e evitados em 90% dos casos, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria.

    Conversar não é fazer alarde. Conversar é buscar informações, é querer mais conhecimento do que está perto da pessoa. É ter uma escuta ativa. Observar nossos jovens com atenção e carinho ajuda na hora do papo.

    Leia mais: O rio de minha infância

    Paloma, a protagonista entediada com a vida, pode levantar questões existencialistas e, claro, no final, revê o trágico destino, e escreve: “Não tenha medo, Renée, não me suicidarei e não queimarei nada de nada. Pois, por você, de agora em diante perseguirei os sempre no nunca. A beleza neste mundo.”

    Nem todos os que morrem cedo estão embalados por belas cenas. As crises que conhecemos como “normais” na adolescência podem se tornar catastróficas. Sem contar os adultos, que perdem todas as esperanças.

    A família, a escola, a comunidade. Todos devem ser responsáveis pela saúde (física e mental) dos cidadãos.

    No mês de setembro o #clubedolivrodaofício vai ler a primeira parte (de 1910- 1933), de Pachinko, de Min Jin Lee, sobre coreanos que vão para o Japão e sofrem preconceito e perseguições.

    Nesse romance, que esteve na lista de Barack Obama de 2019, existe também um personagem que se mata. A discussão continuará.

    Se quiser participar, entre em contato conosco: @oficio_das_palavras

    Capa do livro "Pachinko"
    Capa do livro “Pachinko” (Créditos: Reprodução)

    Atenção:

    Está passando por um período difícil? O Centro de Valorização da Vida (CVV) pode ajudar você. A organização atua no apoio emocional e na prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone, e-mail, chat e Skype, 24 horas, todos os dias.

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    * A opinião dos nossos colunistas não reflete necessariamente a visão do portal spriomais.

    Tati Iaconelli e May Parreira

    Tati Iaconelli e May Parreira

    May Parreira é psicóloga, professora, supervisora e terapeuta há 25 anos. Sua filha, Tati Iaconelli, é formada em propaganda e marketing. Juntas, comandam o Ofício das Palavras, editora e estúdio literário que tem como objetivo lançar novos talentos da língua portuguesa.
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