Close Menu
    Sobre a spriomais
    • Institucional
    • Equipe
    • Contato
    Escute a rádio spriomais
    Facebook X (Twitter) Instagram YouTube LinkedIn WhatsApp
    • Institucional
    • Equipe
    • Contato
    Facebook X (Twitter) Instagram YouTube Spotify LinkedIn WhatsApp
    spriomais
    • Notícias
      • Cidades
      • Cultura
      • Especiais
      • Esporte
      • Geral
      • Made In Sanja
      • Meio Ambiente
      • Mulher
      • Polícia
      • Política
      • Tecnologia
      • Turismo
    • Colunas
      • + Arte na Cidade
      • Animais Ok
      • Berlim Esporte Clube
      • Código Fonte
      • Cozinha sem Chef
      • Curiocidades
      • Da janela do Helbor
      • ESG na Prática
      • Esquecimento Global
      • Fora do Cabide
      • Ofício das Palavras
      • Playlist de maestro
      • Todas as Claves
      • Viva
    • Podcast
    • Branded
    • Acontece spriomais
    • Publicidade Legal
    rádio
    spriomais


    Você está em:Início » Saltimbancos Piraquaras
    + Arte na Cidade

    Saltimbancos Piraquaras

    15 de agosto de 2024Nenhum comentário5 Minutos de Leitura
    WhatsApp Facebook Twitter LinkedIn Email
    Compartilhe
    Facebook Twitter LinkedIn WhatsApp Email Copy Link

    O pavão e a galinha d’angola saíram pra passear.

    Esse passeio, apesar de parecer inocente, tem uma variedade de consequências.

    Benefícios dessa convivência trouxeram a superação de certos traumas antigos.

    A galinha d’angola, de fácil convivência com outras aves, é um animal de manejo tranquilo, seus filhotes costumam ser agressivos e por isso ficam separados dos adultos.

    O atrito de gerações ocorre logo cedo.

    Mas mistérios sempre andam por aí e numa oportunidade literária aconteceu um desafio de experiências que somente o apreço por livros provoca.

    Alfred Hitchcock
    Alfred Hitchcock (Créditos: Reprodução/Getty Images)

    Compartilhamentos e descobertas de similaridades surpreenderam pavões e galinhas d’angola, afinal todos são bípedes, tem penas, são pássaros, voam e botam ovos. O pavão com sua beleza estonteante, abrindo sua imensa asa, se exibindo, porém, mudo. O “tô fraco, tô fraco”, apesar do sentido pejorativo e restrito, parece um enigma – uma ave que fala duas palavras, tem uma certa beleza também.

    Entre a beleza e a expressão oral, nós humanos, ficamos com as duas.

    Hibridade é a mistura de características diferentes em um único organismo ou objeto. Exemplos não faltam na biologia com a reprodução de espécies distintas, na cultura onde manifestações tradicionais se misturam e no nosso sistema de trabalho presencial e online.

    Em relação à cultura, o hibridismo é um desafio à criatividade e à inovação ressaltando aqui a dificuldade de preservar as tradições em ambientes tão fragmentados como os atuais.

    Sobre as espécies animais, algumas características genéticas mais vantajosas favoreceram nossos antepassados, animais híbridos, mais fortes e resistentes ao trabalho, porém não se reproduziam.

    Leia também: Temos muito cinema gratuito por aqui, com clima de cineclube

    O tempo dos kungas

    Os kungas, os primeiros animais híbridos, existiram há 4.500 anos. Semelhantes aos cavalos, seus esqueletos foram descobertos na Síria no ano 2000.

    Essa mistura de burros e jumentos resultou num animal mais robusto, rápido e menos selvagem. Kungas não geravam kungas, duravam somente uma geração.

    Essa questão da não continuidade geracional é fatal em todos os âmbitos pois impede a construção e manutenção da tradição e interrompe aprendizados, cada ninhada precisa recomeçar o que a anterior construiu e conquistou. Sem memória genética nem afetiva, ficam condenados a repetir erros históricos e sua evolução é zero.

    Resumindo: nascem para serem servos num sistema limitado.

    As crias hibridas têm elevado instinto de sobrevivência e se submetem rápido ao seu oficio de obediência, são facilmente dominados.

    Entre nós, a mula é híbrida do asno com a égua. Cavalo e jumenta geram o bardoto, zebra e cavalo geram o zebralo e até o golfinho com a baleia geram o wholphin. A verdade é que estamos cercados de cruzamentos híbridos.

    O que dizer desse cão hibrido de sucesso, um vira-lata caramelo ousado que invade territórios, conquista corações e está até no TikTok com milhões de likes?

    As galinhas d’angola se expressam com a única frase que repetirão por toda sua vida, “tô fraca, tô fraca”. Não chega ser uma frase como os papagaios, periquitos, calopsitas, araras e gralhas que tem estruturas vocais e conseguem emitir frases complexas imitando os humanos. Provavelmente fazem isso em qualquer idioma. Pensemos um papagaio no Japão, na Noruega ou na Inglaterra com aquele sotaque típico.

    E como seria o “tô fraco, tô fraco” de uma galinha d’angola na África, seu país de origem?

    Curioso que pavões e galinhas d’angola conseguem gerar filhotes. Chamados de pangola, não nascem com as penas maravilhosas e nem cantam tô fraca tô fraca.

    Perdem as características mais essenciais de seus genitores e são filhotes mais dóceis.

    Restando-lhes os espíritos de cada um, de um lado orgulho e vaidade e do outro cuidado e prosperidade, distribuídos em porcentagens variadas mais igualitárias.

    Sem o instinto de fidelidade dos cisnes, pavões e galinhas d’angola literalmente soltaram a franga e nesse passeio inesperado disseminaram pangolas por inúmeras praças, parques, pátios escolares, UPAS, espaços culturais, teatros, museus etc.

    Eram lugares com certas características livreiras e que tem palcos devido ao DNA exibicionista do pavão e ao de conexão das galinhas d’angola interessadas em aprender mais palavras e idiomas.

    Geração de pangolas

    Como sabemos, o meio que estamos inseridos influencia nossas interações sociais, culturais e históricas necessárias para nosso desenvolvimento. A chegada dessa geração de pangolas ativou os sistemas de curiosidade e liberdade criativa que esses locais ainda não haviam experimentado.

    Focados inicialmente em usufruir desse contato intenso com os enigmáticos pangolas, esses locais, antigas ilhas isoladas umas das outras, desenvolveram rapidamente habilidades interativas entre seus grupos, aumentando o engajamento e vigor coletivos.

    Diante da diversidade de elementos culturais, sociais e econômicos que emergiram, eles se depararam com velhas questões em novas plumagens. Aqueles que não se bicavam por questões estéticas e tantas outras repesavam seus comportamentos.

    Sem uma explicação lógica, que não fez falta alguma, todos os grupos se reconheceram beneficiários de um novo sistema hibrido e de processo aberto, colaborativo de culturas diversas que demanda reflexão, conhecimento e elaboração.

    Assim a porta de entrada para um sistema cultural local que agrega valores, promove diálogos, conhecimento, reconhece a diversidade e é inclusivo se abriu.

    Pangolas continuaram nascendo convivendo com as formigas, capivaras, ratões do Banhado, jaguatiricas, lobos guará, veados, tucanos, antas, jacús etc. Uma imensa janela de evidentes oportunidades criativas.

    É provável que algo de improvável possa acontecer?

    Acompanhe também:

    Instagram

    Youtube

    Facebook

    Twitter

    Spotify

    * A opinião dos nossos colunistas não reflete necessariamente a visão do portal spriomais.

    Pitiu Bomfin

    Pitiu Bomfin

    Artista plástica, curadora e educadora. Formada em Desenho Industrial pela FAAP / SP com pós graduação em Artes Plásticas pela ECA/USP e estudos em Arquitetura.
    Realiza trabalhos de curadoria além de cenografias e figurinos para grupos de teatro.
    Sua pesquisa artística envolve a fotografia, a pintura e processos gráficos muitas vezes utilizando referencias icônicas da historia da arte.
    Compartilhe Facebook Twitter Pinterest LinkedIn WhatsApp Telegram Email Copy Link
    Notícias AnterioresAbastecimento de água deve ser normalizado hoje na zona leste de Jacareí
    Próxima Notícia Veículo envolvido na morte trabalhador no interior da Novelis tinha pane elétrica, diz sindicato

    Notícias Relacionadas

    A ‘cidade tecnológica’ merece conexões mais intensas entre arte, cultura e tecnologia

    26 de maio de 2026

    Com a gente, ninguém pode

    27 de abril de 2026

    Nós, os vagabonds

    22 de janeiro de 2026
    Inscrever-se
    Acessar
    Notificar de
    Acessar para comentar
    0 Comentários
    mais antigos
    mais recentes Mais votado










    A spriomais é o primeiro portal jornalistico multidigital do Vale do Paraíba, com os principais acontecimentos da região, do Brasil e do mundo.

    email:
    [email protected]

    Maior festival gastronômico do Vale do Paraíba, com 60 mil pessoas na edição de 2024, e que reúne os melhores restaurantes, bares e confeitarias de São José dos Campos.

    instagram:
    @mais_gastronomia
    email:
    [email protected]

    O design elegante e as fotografias selecionadas reforçam a atmosfera gourmet do jornal impresso e digital do Grupo SP Rio Mais.
    Um convite ao leitor para desacelerar diante das páginas e perceber a informação como parte de uma experiência estética.

    email:
    [email protected] 

    • Facebook
    • Twitter
    • Instagram
    • YouTube
    • LinkedIn
    • WhatsApp
    • Spotify
    © 2026 SPRIO SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO EIRELLI - spriomais 2025 © Todos os direitos reservados

    Escreva algo e precione Enter para buscar. Pressione Esc para cancelar.

    wpDiscuz
    Usamos cookies para garantir que oferecemos a melhor experiência em nosso site. Se continuar a usar este site, assumiremos que está satisfeito com ele.