Semana difícil para quem gosta de esporte e precisa trabalhar. Não sei você, mas não consigo evitar. Preciso ver ao vivo, não dá para esperar o replay.
Ir de uma tela a outra, ver os canais do Youtube, ouvir as atualizações no rádio. Sensação de fazer os quadradinhos de uma colcha de retalhos.
Saber as regras do surfe, aprender as regras do judô, as marcações do vôlei. Vejo muitas pessoas comentarem as apresentações dos atletas como se discute o campeonato paulista de futebol.

Não dá para falar, isoladamente, de cada uma. Dá para falar do todo. O todo olímpico é lindo, é alegre, é esfuziante; e é triste, decepcionante, raivoso.
Fazendo um gancho com o que tenho comentado aqui (sobre a crise da narração e o destino dos livros), podemos observar que em alguns esportes, os vencedores se espalham em vários países.
Leia mais: Entre romãs e oliveiras
Parece não haver mais o monopólio de algumas nações. A natação polvilhou medalhas. No futebol deixamos de ser os melhores. No feminino, sem a Marta, ganharam de um a zero, da França, apesar da prorrogação de 19 minutos.
E o fabuloso final do tênis masculino, o velho e o novo, a resistência física e a mental; um videogame real. Novak Djokovic entra para o seleto clube de cinco tenistas a ganhar todos os torneios mundiais e o ouro olímpico.

Entendeu a dificuldade de amarrar a coluna de hoje? É difícil focar, difícil pensar em outra coisa.
Uma das coisas de que gostava era ler as colunas do Armando Nogueira, com quem aprendi muito sobre esporte e literatura.
Espero que você consiga ler as boas crônicas esportivas, espalhadas pelas mídias. Essa de hoje, não posso acabar porque tenho de ver o final dos cem metros rasos, começando já. Fui.

Noah Lyles – cem metros rasos em 9s784.
Acompanhe também: