O prefeito Anderson Farias (PSD), de São Joé dos Campos, aproveitou as redes sociais nesta quarta-feira (31) para dar seus pitacos sobre as eleições na Venezuela e criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em um post no Instagram, Anderson foi enfático ao dizer que Lula e o PT “envergonham o país” ao defender o regime de Maduro”. Nicolás Maduro foi reeleito presidente da Venezuela no último domingo (28) e se autoproclamou vencedor, ainda que a oposição o acuse de fraude e questione o resultado. Ao longo da semana, Lula se pronunciou e afirmou que não viu “nada de anormal” no pleito.
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Para Anderson, a vitória de Maduro é resultado de “eleições fraudulentas” e reconhecer ua vitória seria um “ataque à democracia”.
“A defesa de regimes autoritários enfraquece a credibilidade do Brasil no cenário internacional e trai o compromisso com a liberdade e a justiça que deveria ser a base de qualquer governo que se diz democrático”, disse no post.
A discussão sobre o posicionamento de Lula continuou nos comentários da publicação. Foi aí que o prefeito se afastou ainda mais de Lula, mas colou no ex-presidente Jair Bolsonaro. Em um comentário, um usuário questionou: “Falou o apoiador de Bolsonaro! Com que moral?”. Anderson respondeu: “Com a moral de quem não apoia regimes ditatoriais como Cuba e Venezuela”.

Questionado em outro comentário sobre sobre o PSD ter ministérios no governo Lula, o prefeito disse que felizmente não pode responder pelos pensamentos dos filiados de seu partido. Ele também relembrou seu apoio a Bolsonaro e Tarcísio nas eleições de 2022.

Uma outras usuária disse que achou engraçado Anderson “lamber” Lula em sua visita a São José há cerca de duas semanas, já que critica o presidente nas redes sociais. “Não deveria nem aceitar o capeta de nove dedos em SJC”, disse ela.
O prefeito então falou sobre deixar as divergências ideológicas de lado. “Estar em um mesmo palco institucional não representa apoio político ou ideológico. Temos que saber separar a instituição dos interesses da cidade, das discussões e debates político-ideológicos”, respondeu.
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