“A Torre Eiffel, Versalhes, os Invalides – Paris oferece os cenários mais deslumbrantes da história olímpica durante os Jogos de Verão. Mas nenhum desses marcos famosos foi necessário para a foto espetacular de Gabriel Medina. O brasileiro pegou uma onda brutal na qualificação para o surfe no Taiti, atravessou o tubo e decolou para comemorar. Por um momento, parecia que Medina estava no ar.”
Foi assim que a DPA, a maior agência de noticias da Alemanha, definiu o momento mágico protagonizado por Medina, na última segunda (29).
O mundo do esporte se rendeu ao brasileiro, após o surfista ter conquistado a nota 9,9 ao pegar a espetacular onda em Teahupo’o, no Taiti. O surfista de São Sebastião conquistou a maior nota da história do surfe olímpico e, de quebra, se classificou às quartas de final das Olimpíadas.
Mais impressionante do que a nota de Medina em si, foi a foto tirada pelo fotógrafo Jérome Brouillet, da agência France Press. O momento em que o brasileiro “voou” ao sair da prancha, após terminar a sua bateria, viralizou no mundo todo, e na Alemanha também, claro que não poderia ser diferente.

Ao diário Bild, um dos principais jornais do país, o fotógrafo, ao resumir a grande foto, disse que “simplesmente apertou (a câmera) no momento certo”.
Popular não só por ter voado na foto, mas também por ter sido responsável por derrotar o surfista “mais conhecido de todos”, Kelly Slater, em sua primeira vitória exatamente em Teahupo’o – palco da foto icônica.
“Medina conhece muito bem as ondas da Polinésia Francesa: ele terminou em segundo lugar na competição da WSL em Teahupo’o quatro vezes. Ele até venceu os eventos do tour lá em 2018 e 2014. Em sua primeira vitória em Teahupo’o, ele derrotou o que provavelmente ainda é o surfista mais famoso do mundo na final: Kelly Slater.”
Foi assim que o jornal Berliner Morgenpost, de Berlim, definiu o esportista brasileiro. O tricampeonato de Medina, aliás, também foi lembrado pelo jornal na hora de relembrar os feitos conquistados em sua carreira:
“Medina tem sido parte integrante da World Surf League (WSL) há anos. É algo como o Campeonato Mundial de Surfe, mas acontece todos os anos e consiste em várias competições realizadas em todo o mundo. Os surfistas brasileiros têm dado o tom aqui há vários anos. Medina venceu o WSL pela primeira vez em 2014 (na época ainda era o ASP Tour), seguido por vitórias em 2018 e 2021” citou o Berliner Morgenpost.
Por conta do mau tempo, o surfista ainda não disputou as quartas de final, etapa essa em que enfretará um conterrâneo, João “Chumbinho” Chianca. A expectativa é de que tenhamos a volta do surfe nesta quinta-feira (1°), apesar de que a mídia internacional ter destacado que a formação das ondas terá uma melhora considerável a partir da sexta (2).
A verdade é que uma nova foto “voadora” de Medina nunca mais passará despercebida por aqui na Alemanha não, viu?
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