A palavra competição vem do Latim competere, (com junto; petere, disputar, procurar, inquirir). Quer dizer lutar, procurar ao mesmo tempo, ter o mesmo alvo. Julho está chegando, com ele os Jogos Olímpicos (em Paris) e as polêmicas, que sempre existiram, mas agora estão mais fortes do nunca. Regata no Sena? Centro aquático novo? Ar-condicionado na Vila Atlética? Não aos elefantes brancos, das construções? Sustentabilidade, redução de carbono? A coisa vai longe.

Sou apaixonada por esporte, qualquer um. Influenciada por papai, sempre estive me exercitando. Não perco jogos de vôlei, basquete, futebol. Deixei as corridas da F1, depois que o Ayrton Senna morreu. E a natação e o atletismo, ah, meus xodós. Se pudesse escolher quando nascesse de novo, queria ser atleta de raias (terrestres ou aquáticas). Já competi em biathlons e hoje sou triatleta: corro, nado e bebo!
Papai incentivou também minha paixão pelas palavras. No segundo ou terceiro ano do ginásio, ganhei um conjunto de canetas de ouro, num concurso das escolas da região, com um trabalho sobre A Conquista da Lua pelos Homens. Muitas décadas depois, quando comecei a escrever, achei que deveria submeter os textos a jurados exigentes, que não fossem mamãe, titia e amigas tão queridas.
Na corrida ou na natação, o vencedor é quem bate a mão (ou a cabeça) primeiro. Depende da competência do atleta (estar treinado, ter dormido bem, estar num momento bom). Ele sabe quando vence. Nos concursos literários, não sabemos quem vai ler (na maioria dos casos). Quais os critérios adotados para o veredito? Como saber o que a pessoa entende por “qualidade e relevância artística e cultural do projeto?”. Sim, eu sei, existe uma régua. Mas o subjetivo vai pesar. Sempre será um outro a dar o ponto para esse ou aquele. Não depende só da nossa competência.
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Depende de nós: ler muito bem o regulamento; pedir ajuda para quem já fez o concurso; entregar o texto sem erros ortográficos ou de digitação; não errar na formatação; mandar um texto limpo, revisado mil vezes; ter os documentos em dia; confiar no próprio taco.
O maior empecilho nos concursos é a leitura do regulamento. Hoje (e sempre) ninguém tem paciência de ler as cláusulas com letras pequenas, com palavras difíceis. Muitas pessoas que gostam de escrever têm dificuldades (ainda) com digitação, computador, programas de escrita. A moçada mexe muito, e bem, no celular, mas não sabe abrir programas comuns do computador (coisa de velho).
Nesse ano, inscrevemos vários autores no Prêmio Jabuti, em várias modalidades. Alta tensão, em todos os sentidos. Resolvemos, também, participar da Bienal e da Flip (depois de um longo período de ausência). Para nós, é bom mostrar a cara, “quem não aparece, não é lembrado”; para os autores, mais ainda.

Você já participou de algum concurso literário? Tem desejo de participar? Quer nos contar e contar conosco? Escreva aí nos comentários.
Se quiser saber se ganhei algum concurso, a resposta é sim, sempre que mandei os textos (na Acesc, Sind Clubes, Proac, Funarte, no Brasil e em Portugal). Por que não escrevo mais? Porque me tornei editora.

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