Passou recibo…
Em entrevista à Jovem Pan, o vice-governador Felício Ramuth (PSD) foi bastante crítico ao comentar a filiação do ex-deputado Eduardo Cury ao PL. Segundo ele, a filiação foi “escondida e envergonhada”, decidida “nos corredores do poder em Brasília, na alta cúpula do PL, muito distante do dia a dia da cidade”. E classificou a filiação como quase uma “imposição” do presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto. E completou:
“Que fique registrado aqui, que eu nunca mais voltaria a ser candidato a prefeito de São José dos Campos. A impressão que fica é de que você tentou fazer um movimento na sua vida que não deu certo, mas não de interesse da cidade, mas pessoal, de poder e vaidade.”

Foi um ataque e tanto…
Sinal claro que a ida de Cury para o PL doeu no grupo de ex-tucanos ora abrigado no PSD, que tem Felicio como figura de proa. Pudera. Na campanha de Anderson Farias (PSD) a prefeito, Felício apostava no discurso “direita versus esquerda”, com Anderson navegando no voto conservador. A ida de Cury para o PL melou esse enredo e deixou um clima de “barata voa” no Paço e adjacências.
Ex-aliados durante 30 anos no PSDB (Felicio foi secretário de Transportes e Diretor de Comunicação na gestão Cury, além de presidente da Urbam), agora Felício e Cury serão adversários nas eleições de outubro. Briga de cachorro grande. Mais: até aqui, nas pesquisas internas e trackings, Cury leva vantagem sobre Anderson. Sobrou para Felicio “bater” no ex-aliado.
Passou recibo…
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Em tempo…
Pode ser impressãoi minha ou não, mas, na ânsia de criticar a ida de Eduardo Cury para o PL, o vice-governador Felicio Ramuth tratou o cargo de prefeito de São José dos Campos como uma coisa secundária, em sua entrevista à Jovem Pan. Essa é a declaração:
“Que fique registrado aqui, que eu nunca mais voltaria a ser candidato a prefeito de São José dos Campos. A impressão que fica é de que você (Cury) tentou fazer um movimento na sua vida que não deu certo, mas não de interesse da cidade, mas pessoal, de poder e vaidade.”
A frase está truncada, afinal foi ditada em uma entrevista. Mas ficou estranho: o cargo de prefeito é apenas uma etapa numa carreira política? Tipo Série B? Creio que Felicio não pense dessa forma. Afinal, foi como prefeito de São José dos Campos que ele construiu, durante um mandato e meio, a base para alcançar a vice-governança do Estado de São Paulo.
Mas, cá entre nós, a frase ficou estranha, de pé-quebrado. Talvez valha a pena não insistir nessa toada ou, melhor ainda, corrigir a declaração.
Fica a dica. Segue o baile…
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