As movimentações políticas dos últimos dias em São José dos Campos empurram as eleições de outubro para o segundo turno.
Até então insosso, o ambiente político da cidade deu um duplo twist carpado, em um vapt-vupt, e embaralhou os planos edulcorados do prefeito Andersom Farias (PSD) de levar de chofre a disputa para o Paço Municipal. A eventual candidatura de Eduardo Cury pelo PL e, importante, a possível chapa Doutor Élton/Dulce Rita, pelo União Brasil, mudaram a densidade política da disputa eleitoral.

Explico, fazendo o “o” com um copo…
Além do recall de ex-prefeito por oito anos e ex-deputado, Cury traz consigo, a reboque, um cabo-eleitoral de peso, o ex-prefeito Emanuel Fernandes, de volta ao PSDB, além, é claro, do peso do nome do ex-presidente Jair Bolsonaro. E o deputado Doutor Élton, com a ex-tucana e vereadora Dulce Rita de potencial candidata a vice, ganha um apelo popular importante.
O que embaralha o jogo é o fato de Anderson, Cury e Élton disputarem “fatias” do eleitorado bem parecidas, em especial o voto conservador. Caso esses nomes de consolidem e, de fato, cheguem às urnas de 6 outubro, fica complicada a chance de um deles atingir o índice de 50% de votos + 1 capaz de decidir a disputa em primeiro turno.
Claro, muita água ainda vai passar por debaixo da ponte até o Dia D. Tempo para que os “caciques” políticos que disputam o xadrez político no Estado – entre eles Valdemar da Costa Neto, Giberto Kassab (PSD) e Tarcício de Freitas (Republicanos) – voltem a conversar, para divergir ou para convergir. É nisso que apostam alguns ex-tucanos, hoje abrigados no PSD, esperançosos de fugir de um embate com Cury/Emanuel.
Como eu digo, de tédio a gente não morre.
Segue o baile…
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