Toda empresa necessita de indicadores ESG em áreas estratégicas de sua operação, pois esses são usados para avaliar o desempenho de uma empresa em relação a questões ambientais, sociais e de governança. Essas metas e métricas são importantes para medir o impacto de uma empresa em relação a esses aspectos e para acompanhar seu progresso ao longo do tempo. E sem indicadores uma empresa é um barco à deriva, pois não saber onde está ou para qual direção está indo é um erro estratégico crasso que pode determinar o fim de uma organização.

Portanto, as métricas ESG podem variar de acordo com a indústria e o setor em que a empresa atua, mas geralmente envolvem a coleta e análise de dados relacionados a essas áreas. Essas métricas podem ser usadas para melhorias importantes. Segundo um recente estudo da consultoria Enerst Young com 13 instituições financeiras brasileiras, há oportunidades de melhoria em pontos importantíssimos no mercado. Indicadores nos mostram métricas a serem exploradas em quesitos como acidente de trabalho e participação em programas de bem-estar e saúde mental.
A preocupação com a saúde e o bem-estar dos colaboradores faz parte da agenda ESG e tem sido elevada à prioridade das organizações, segundo Rafael Schur, sócio da EY e líder do segmento de Mercado de Serviços Financeiros para o Brasil,
“O bem-estar do colaborador é um tema que se tornou mais evidente com as consequências da pandemia, fazendo com que as ações sobre isso fossem ampliadas nas empresas”. Segundo estudo da Sustainability and ESG Trends Index, da EY, dos 500 líderes C-Level e membros da diretoria executiva entrevistados de empresas americanas, 61% mostram a importância de endereçarem as condições de saúde do colaborador e seu bem-estar para o sucesso das suas organizações.
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Já sobre o índice da “Great place to work” (Melhores lugares para trabalhar), líderes de empresas vencedoras entendem que você não precisa esgotar seus funcionários para ter sucesso. A produtividade e o desempenho não estão em desacordo com o suporte ao seu pessoal. Na verdade, altos níveis de saúde emocional e esforço discricionário são as duas medidas da experiência do funcionário que melhor o diferenciam do resto.
Você não pode criar atalhos para o sucesso. A razão pela qual essas empresas se superam é por sua preocupação com seus funcionários, com o seu bem-estar. Rafael Shur admite, porém, que a pouca visibilidade externa e a dificuldade de medição são obstáculos presentes dentro das organizações.
Um exemplo positivo são os setores de varejo e saúde, que foram duramente atingidos pela pandemia. As empresas que se destacaram nesses setores superam seus concorrentes ao criarem ambientes de trabalho emocionalmente saudáveis: 76% dos funcionários dizem que suas empresas são saudáveis, 71% a mais em média quando comparados com empresas similares do setor.
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