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    ESG na Prática

    Água nuclear de Fukushima Daiichi, um caso extremo de ESG às avessas

    3 de setembro de 2023Nenhum comentário3 Minutos de Leitura
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    A água radioativa no Japão refere-se ao problema do acúmulo de água contaminada com radioatividade na usina nuclear de Fukushima Daiichi, que foi danificada pelo terremoto e tsunami de 2011. Após o desastre, a água foi usada para resfriar os reatores nucleares danificados, mas acabou se tornando contaminada com substâncias radioativas, como o trítio.

    Desde então, a Tokyo Electric Power Company (TEPCO), operadora da usina, tem enfrentado o desafio de lidar com a água contaminada. Inicialmente, a água era armazenada em tanques temporários, mas esses tanques estão se aproximando de sua capacidade máxima.

    logo de radioatividade, uma alusão às atividades de água nuclear em Fukushima
    Radioatividade (Foto: rawpixel.com / Freepik)

    Para lidar com o problema, a TEPCO tem implementado várias medidas, como a instalação de um sistema de tratamento de água para remover a maioria das substâncias radioativas. No entanto, o trítio não pode ser completamente removido pelo sistema de tratamento atual.

    Como resultado, a TEPCO propôs a liberação controlada da água tratada no oceano, após diluição e monitoramento dos níveis de radioatividade. Porém, essa proposta tem enfrentado resistência de pescadores locais e de países vizinhos, que estão preocupados com os possíveis impactos ambientais e na saúde humana.

    Leia mais de ESG na Prática: O meio ambiente e a inclusão escolar

    O medo dos cidadãos japoneses e as críticas recebidas da China não foram suficientes para evitar que o Japão começasse a lançar as águas residuais tratadas da usina nuclear de Fukushima. no Oceano Pacífico, nesta quinta-feira, dia 24 de agosto.

    ESG às avessas

    Mais um cenário de caráter Ambiental, Social e de Governança que traz preocupação mundial. Mesmo que o controle nuclear das Nações Unidas e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) afirmem que há “mínimos riscos” atrelados à medida, não se pode dizer que as chances de nada acontecer são equivalentes a “zero”.

    Assim sendo, há riscos de efeitos colaterais sem precedentes num futuro não tão longínquo assim. Fatores como embargos econômicos, como o imposto pela China na importação de frutos do mar por temor da contaminação do oceano, trarão aspectos negativos que afetarão comunidades e a economia do Japão como um todo.

    Efeito borboleta

    O efeito borboleta é uma metáfora que descreve a sensibilidade das condições iniciais em um sistema caótico. A ideia é que pequenas mudanças nas condições iniciais de um sistema podem levar a grandes diferenças nos resultados finais.

    Em resumo, o efeito borboleta nos lembra que pequenas ações ou eventos podem ter consequências imprevistas e significativas em um sistema complexo, a pandemia do vírus COVID -19 foi a maior prova recente desse efeito.

    Logo, sabemos que o planeta Terra é um grande e único ecossistema, o tempo dirá se a ação do governo japonês (com a anuência da ONU) nos deixará um impacto negativo e qual sua dimensão.
    E fica aqui a reflexão para a ideia de exploração de petróleo na região Amazônica. Havendo um acidente, o “efeito borboleta” verá sua maior definição num caos ambiental. Mas ainda podemos evitá-lo.

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    * A opinião dos nossos colunistas não reflete necessariamente a visão do portal spriomais.

    Luís Magalhães

    Luís Magalhães

    Luís Fernando Carneiro Magalhães é co-fundador e sócio-diretor da srtatup joseense O2eco Tecnologia Ambiental, cujo objetivo é deixar um impacto positivo no meio ambiente. Estudou Agronomia na UFFRJ e Business & Marketing na Universidade Católica da Austrália e na Universidade de Canberra.
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