Uma revisão de alto nível, aplicada nas empresas da Fortune Global 500, mostra que a maioria das empresas tem metas relacionadas ao clima (83%, para ser preciso) ou pelo menos reconhece as mudanças climáticas (um adicional de 15 %). Os dados são da McKinsey Sustainability Insights dos EUA. Em outras dimensões da natureza, no entanto, metas e reconhecimentos são muito mais baixos, e são tão importantes quanto!
Ainda segundo a McKinsey, as metas corporativas são comuns para as mudanças climáticas, mas muito menos comuns para outras dimensões da natureza.

Por exemplo, embora 51% das empresas reconheçam a perda de biodiversidade de alguma forma, apenas 5% estabeleceram metas quantificadas além desse reconhecimento. Enquanto isso, algumas dimensões da natureza, como a poluição por nutrientes do solo, aparecem com muito menos frequência em reconhecimentos públicos. Isso pode não ser surpreendente – embora décadas de experiência tenham ajudado as empresas a entender como lidar com as mudanças climáticas, a compreensão corporativa da natureza ainda está nascente.
Pelo fato de não existir uma abordagem padronizada para medir o capital natural e os serviços ecossistêmicos, muitas empresas podem não saber quais medidas tomar além de simplesmente reconhecer o desafio.
Sendo responsáveis por um volume de mais de US$ 50 trilhões, já podemos imaginar o impacto positivo que as maiores empresas do mundo podem trazer ao nosso planeta. É nítida, porém, a desconexão de líderes corporativos (que reconhecem a importância da natureza) e uma compreensão limitada de como se envolver estrutural e responsavelmente no tópico da degradação da natureza impede que muitos assumam compromissos quantificados.
E é aí que políticas focadas em metodologias em ESG poderão ser muito estratégicas.
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Conhecido no mercado como “o jogo triplo”, isto é, crescimento, lucro e sustentabilidade serão os novos pilares de qualquer empresa que não queira se tornar uma “Kodak” ou uma “Blockbusters” do futuro, que eram líderes de mercado e desapareceram por falta de visão mercadológica, mas também por não terem políticas e estratégias em sua a governança corporativa.
“O crescimento da receita é bom. O crescimento lucrativo é melhor. O crescimento lucrativo que avança as prioridades do ESG é o melhor”, segundo Roberta Doherty, responsável pela estratégia de crescimento de empresas baseadas em São Francisco, Califórnia.
O que precisamos ter em mente é que não existirá mais Sustentabilidade sem Lucratividade, como também não existirá mais Lucratividade sem Sustentabilidade. O crescimento econômico tem estado cada mais difícil, o que se torna cada vez mais indispensável a capacidade de execução e caminhos a serem traçados por empresas.
Enganam-se que aplicar políticas ESG trará perdas de receita a médio e longo prazos para um planeta melhor, pois isso não é uma regra geral. Inclusive, segundo a McKinsey, em uma nova análise, indica que empresas financeiramente bem-sucedidas que integram prioridades ambientais, sociais e de governança corporativa (ESG) em suas estratégias de crescimento superam seus pares – desde que também superem os fundamentos. A mensagem é clara: você não só pode fazer o bem enquanto faz o bem – você pode fazer melhor.
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