
A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e tornou réus nove detentos acusados de participar do motim na Penitenciária I de Potim, que terminou com dois presos mortos e outros quatro feridos, em junho deste ano.
Segundo a investigação, a rebelião começou após duas mulheres terem a entrada impedida durante o horário de visitas. Um equipamento utilizado na revista apontou a presença de objetos suspeitos, e elas foram barradas antes de acessar a unidade.
De acordo com o Ministério Público, presos que seriam companheiros das visitantes iniciaram o motim após a negativa de entrada. Durante a ação, 14 mulheres e uma criança permaneceram na penitenciária contra a própria vontade e foram utilizadas como “escudo humano” pelos detentos, conforme a denúncia.
Ainda segundo o MP, dois presos foram mortos durante a rebelião e outros quatro ficaram feridos. A situação foi controlada após negociações conduzidas por equipes da Polícia Penal, Polícia Militar e do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate).
Os nove denunciados vão responder por crimes como motim de presos, cárcere privado, homicídio e tentativa de homicídio. A investigação também aponta que parte dos réus teria liderado e coordenado as ações dentro do pavilhão prisional.
O processo segue em tramitação na Justiça. A Secretaria da Administração Penitenciária informou, à época dos fatos, que instaurou procedimento para apurar o caso e realizou uma revista na unidade após o fim da rebelião.
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