Acaba de ser publicado o “Global Gender Gap Report 2023”, do Fórum Econômico Mundial, que representa o posicionamento dos países com melhor paridade de gênero. A pontuação global de diferença de gênero em 2023 para todos os 146 países incluídos mudou de 68,1% para 68,4%, uma melhoria de 0,3 pontos percentuais em comparação com a edição do ano passado.
O Brasil pulou de 94a para 57a posição no ranking, puxado pelo fato da baixa disparidade no acesso à educação e a saúde, porém muito trabalho a ser desenvolvido, principalmente no aspecto empresarial onde há uma disparidade econômica salarial.

E como citado acima o cenário mundial é alarmante, a redução de desigualdade de gênero foi de míseros 0,3%, que indica que nessa cadência as mulheres só irão atingir a paridade com os homens daqui 131 anos, ou seja, equidade só em 2154.
No Brasil, as mulheres são maioria, elas representam >109 milhões e os homens >105 milhões e ainda assim são discriminadas, não possuem os mesmos valores salariais que homens que ocupam o mesmo cargo e apenas 16,9% fazem parte de um conselho administrativo.
E não podemos falar de ESG sem trazermos o olhar para a equidade de gênero e social.
A equidade de gênero e social busca combater as desigualdades e discriminações existentes na sociedade, promovendo a justiça social e garantindo que todas as pessoas tenham as mesmas oportunidades e direitos, independentemente de seu gênero ou de sua posição social.
Equidades e inclusão
Já na questão de equidade social e inclusão, o Brasil já vê mudanças, pois é um país com um recurso humano incrível, somos famosos por driblar as adversidades, que como consequência nos traz resiliência e adaptabilidade e que segundo (Charles Darwin, naturalista britânico), são requisitos básicos para o sucesso na vida humana.
Porém, quantos ótimos profissionais ainda perdemos por falta de equidade e/ou inclusão no mercado de trabalho?
Vamos a um exemplo prático no país, cerca de 5% da população é surda e, parte dela usa a Libras como auxílio para comunicação. De acordo com dados do IBGE, esse número representa 10 milhões de pessoas, sendo que 2,7 milhões não ouvem nada. Quando o assunto é educação, a população surda se enquadra em porcentagens muito baixas de formação.
Em um país continental como o nosso, talvez esse número de pessoas se dilua, porém esse número é duas vezes a população da Nova Zelândia inteira. Quanta força de trabalho, inteligência e oportunidade estão sendo dispersadas em um único ponto focal.
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Um fator tão importante quanto a equidade de gênero e a social e não deveria avançar de forma tão lenta e frágil. Trabalhar para reduzir as lacunas de gênero na empresa em que atuamos, e consequentemente em nosso ecossistema é um dever.
E mais do que nunca, e tempos de ESG, cabe a governança corporativa trazer a equidade de gênero e social em sua estrutura como estratégia de negócios e ganhar vantagem competitiva no mercado para contribuir e acelerar essa transformação.
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