Com a ida ao Reino Unido, o presidente Lula conseguiu não apenas prestigiar a coroação do rei Charles III (que, como príncipe de Gales, sempre foi um defensor da causa sustentável), como também se reunir com o primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak.
Nesse encontro, Sunak afirmou que o Reino Unido vai se unir à Alemanha, EUA, Noruega e contribuirá para o Fundo Amazônia com £ 80 milhões (R$ 500 milhões).
Criado pela Noruega em 2009, o Fundo Amazônia tem como premissa estimular o desenvolvimento sustentável e, claro, combater o desmatamento.

Essa notícia traz sem dúvida novos ares de esperança para essa região já muito assolada por governos anteriores. Porém, também traz mais pressão para o governo Lula que, com razão, fez fortes críticas ao governo antecessor sobre o tema do desmatamento e agora terá mais do que nunca de agir de forma rápida e eficiente para demonstrar não apenas que tais críticas não eram uma plataforma eleitoral e, sim, uma política de governo séria para uma região que está próxima ao ponto crítico de devastação.
Esse quadro vem sendo comprovado pelo mundialmente renomado climatologista Carlos Nobre (formado no ITA, com doutorado no MIT em Massachussets, EUA, e membro estrangeiro da Royal Society, a academia científica mais antiga do mundo). Nobre afirma em um de seus estudos que o ecossistema do sul da Amazônia já está muito perto do “ponto de não retorno”. Fato que chama a atenção é que já degradamos mais de um milhão de km² na Amazônia, 860 mil km² somente no Brasil, sendo o sul da região a parte mais prejudicada.
Ainda há tempo de reverter o quadro e, por essa razão, uma política consistente, responsável e contínua se faz tão necessária nesse e nos próximos governos.
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