As câmeras acopladas aos uniformes dos policiais militares em São Paulo poderão ter seu uso expandido para outras funcionalidades. A informação foi confirmada na sexta-feira (27) pelo secretário de Segurança Pública do estado, Guilherme Derrite.
Segundo ele, além da função de monitorar as ações policiais para evitar o uso de violência, as câmeras poderiam ser utilizadas também para fazer leitura de placas roubadas em veículos e até em georreferenciamento.

“Não vamos acabar com o programa. Queremos e daremos uma funcionalidade mais operacional para elas”, falou Derrite,
As novas funcionalidades poderiam contribuir, por exemplo, ações policiais em matas fechadas.
“Esse é o sentido de ampliar, não de acabar [com as câmeras corporais]. Isso [de acabar] não será feito. Mas o que queremos é usar essa ferramenta, importante para fiscalização e controle como algo operacional para ajudar a proteger as pessoas”, disse o secretário.
Sobre as câmeras corporais
Desde 2020, a Polícia Militar paulista utiliza as câmeras operacionais portáteis, conhecidas como câmeras corporais.
No início de 2023, em entrevista a uma rádio do interior paulista, o secretário havia falado que iria rever o uso das câmeras por policiais.
Entretanto, fala gerou preocupação no governo federal e entre especialistas, que soltaram notas defendendo o uso do equipamento.
Um dia depois dessa fala do secretário, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, negou que as câmeras seriam retiradas.
Queda de letalidade policial
Ainda durante a entrevista de ontem, o próprio secretário admitiu que a queda na letalidade policial aconteceu, em parte, pelo uso do equipamento.
De acordo com dados divulgados ontem pela Secretaria de Segurança Pública, 256 pessoas morreram em confrontos com policiais militares em serviço durante todo o ano de 2022. O número vem caindo nos últimos anos e já é o menor registrado no estado desde 2001, quando teve início a série histórica.
Em 2021, foram computadas 423 mortes em decorrência de ações policiais; em 2020, foram 659 mortes; e, em 2019, um ano antes da pandemia do novo coronavírus, houve 716 mortes ocorridas em ações envolvendo policiais em serviço.
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