
As câmeras corporais de segurança que são instaladas nas fardas dos policiais militares continuarão no estado de São Paulo “neste primeiro momento”. A informação foi confirmada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), durante entrevista coletiva na tarde de quinta-feira (5).
“Neste primeiro momento nada muda. A gente vai tocar o projeto, o programa das câmeras como ele está. Tem gerado suas repercussões positivas, tem trazido uma percepção de segurança para segmentos importantes da sociedade, para segmentos mais vulneráveis e que precisam ter essa percepção de segurança. Então, não vamos alterar nada”, disse Tarcísio.
Entretanto, mais cedo, o secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, havia afirmado à uma rádio que iria “rever” o programa.
Na coletiva, Tarcísio disse “não existe desalinhamento nenhum” entre ele e o secretário.
“Ao longo no tempo, nós vamos observar e reavaliar, assim como qualquer outra política. Então, nós vamos fazer a reavaliação da política de câmeras assim como vou rever todas as políticas públicas que estão em andamento dentro de uma lógica de eficiência. Eventuais ajustes vão ser propostos ao longo do tempo e à luz dos números, à luz dos dados”, acrescentou o governador.
Durante a campanha eleitoral, Tarcísio cogitava tirar as câmeras corporais dos uniformes dos policiais. Contudo, diante da repercussão negativa, recuou da proposta.
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Sobre as câmeras corporais na PM
Lançado em 2020 pelo então governador João Doria (PSDB), o programa Olho Vivo é apontado por especialistas em segurança pública como uma importante ferramenta no combate à violência policial.
O programa teve início em agosto de 2021. A finalidade era conferir maior transparência e legitimidade ao trabalho da polícia ostensiva e a preservação da ordem pública.
Segundo o governo, sete meses após a implementação das câmeras, foi registrada queda de 85% no número de pessoas mortas em supostos confrontos com a Polícia Militar no Estado de São Paulo registradas pela Corregedoria e de 89% na ROTA (a mais letal), quando comparado ao mesmo período em 2020.
Já em comparação 2019, a queda foi de 90%.
Em dezembro, o Portal SP RIO+ conversou com um comandante da PM no Vale do Paraíba, Coronel Cavalheiro, que também avaliou como positiva a medida.