Foto: Governo do Estado de São Paulo
O governo de São Paulo lançou o Simi (Sistema de Monitoramento Inteligente) nesta quinta-feira (9) para monitorar aglomerações de pessoas em todo o estado, em tempo real.
A medida visa aumentar a taxa de isolamento social da população, hoje em 49% no estado e considerada baixa para conter a epidemia do novo coronavírus. A meta é passar de 70%.
O sistema funciona em parceria com as maiores operadoras de telefonia celular do país, que fornecerão dados de mobilidade dos usuários por meio do rastreio dos equipamentos. Os dados serão mostrados em ‘mapas de calor’ conforme o índice de aglomeração nas cidades.
O governo disse que a privacidade dos usuários será preservada e que os dados não serão individualizados, mas coletivos, e coletados em aglomerados a partir de 30 mil pessoas.
Os prefeitos dessas cidades poderão receber os dados em tempo real e agir para conter os ajuntamentos.
Segundo o governo, o Simi também identifica locais com maior concentração de pessoas em pontos estratégicos das cidades do interior.
A análise de isolamento social é mapeada em municípios com mais de 30 mil habitantes e também nos bairros de cidades mais populosas, por meio de um índice de deslocamento populacional.
“Com informações geradas pelos dados dos aparelhos, com 100% dos usuários, poderemos identificar os locais com concentração de pessoas e analisar o percentual de isolamento”, disse o governador João Doria (PSDB). “Ontem tivemos 49% de isolamento no estado, e é muito abaixo do necessário, que é 70%”.
Segundo Patrícia Ellen, secretária estadual de Desenvolvimento Econômico, o Simi já está em operação e o modelo é de “transparência total para nas informações”.
“Os painéis [de dados] serão mostrados conforme construídos. Estamos negociando com empresas de tecnologia para divulgar os dados à população. Estamos respeitando a privacidade totalmente. Estamos olhando municípios, bairro a bairro, com aglomerações. Todos os municípios terão acesso à informação”, afirmou.
O cruzamento dos dados das operadoras e dos registros de serviços de saúde ainda permite que o governo envie mensagens de texto para a população.