
Augusto Cury foi a principal novidade da nova pesquisa BTG/Nexus sobre a corrida presidencial.
O candidato do Avante subiu 9 pontos (de 2% para 11%) na pesquisa de intenção de voto em uma semana e assumiu isoladamente a terceira posição na disputa pela Presidência da República nas urnas de outubro, deixando para trás nomes como Ronaldo Caiado (PSD, 5%), Renan Santos (Missão, 3%) e Romeu Zema (novo, 1%).
O crescimento de Cury foi notável, especialmente em relação a Flávio Bolsonaro (PL), que caiu de 37% para 33%. Aliás, a análise dos índices de Cury mostram que, em parte, ele drenou apoios do candidato do clã Bolsonaro e, em menor quantidade, de apoios de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Lula oscilou de 41% para 39% nas duas pesquisas BTG/Nexus, talvez como efeito do caso Lulinha.
O aumento de Cury foi atribuído a uma maior exposição durante a campanha presidencial e um aumento no engajamento nas redes sociais do dublê de candidato e escritor de autoajuda, autor de obras como “O Vendedor de Sonhos” e “De Gênio e Louco Todo Mundo Tem um Pouco”. Existe uma suspeita de que ele usou influenciadores pagos. Isso é um caso a ser apurado.
Pelo sim, pelo não, o crescimento de Cury pode revelar o eleitor buscando alternativas para romper a polarização. É o chamado eleitor “nem-nem”, nem Lula, nem Flávio.
A subida de Cury vai ter efeito prático?
Cá entre nós, parece a eterna sina do eleitor brasileiro de buscar um “salvador da pátria” a cada nova eleição presidencial. Resumindo, é o efeito Sassá Mutema, referência ao personagem vivido por Lima Duarte na novela “O Salvador da Pátria”, um trabalhador rural simples e ingênuo que acaba envolvido em uma trama de amor e poder. Em maior ou menos grau, o Brasil já teve diversas versões de Sassá- de Fernando Collor a FHC, do próprio Lula a Jair Bolsonaro.
Qual o poder de crescimento de Cury?
Depois do desempenho ruim na sabatina do “Jornal Nacional”, sua luz pode ser igual a um cometa, que risca o céu para logo desaparecer. Mas não custa nada esperar as próximas pesquisas e as próximas semanas. Será Cury apenas uma “bolha” ou um fenômeno eleitoral? “Ieu?”, repetia Sassá, em seu bordão.
Segue o baile…
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