
A candidata ao Senado por São Paulo, Simone Tebet, defendeu a criação de uma rede de proteção para trabalhadores por aplicativo e afirmou que a regulamentação dessas relações de trabalho precisa avançar nos próximos quatro anos. A declaração foi dada em entrevista ao jornalista Hélcio Costa, do portal Spriomais, durante passagem por São José dos Campos.
Segundo Tebet, a expansão das plataformas digitais após a pandemia ocorreu mais rapidamente do que a capacidade da política de responder às mudanças nas relações de trabalho. Para ela, muitos trabalhadores passaram a buscar nos aplicativos uma alternativa ao emprego tradicional, com maior autonomia e sem a figura de um patrão.
Ao mesmo tempo, Tebet afirmou que esses profissionais precisam de proteção, mesmo que não desejem um modelo tradicional de regulamentação.
“Nós não conseguimos ainda regulamentar e garantir uma rede de proteção àqueles que são uberistas, àqueles que são plataformizados e que não querem regramento. E é o direito deles, eles não querem regras, eles querem proteção. Essa proteção começou e tem que avançar nos próximos quatro anos.”, afirmou.
A candidata avaliou que o Congresso Nacional ainda não conseguiu regulamentar completamente a relação entre trabalhadores e plataformas digitais. Segundo ela, é necessário garantir uma rede de proteção para os chamados trabalhadores plataformizados, como motoristas e entregadores de aplicativos.
Para Tebet, a responsabilidade pela falta de uma regulamentação definitiva não é exclusiva de um grupo político. Ela defendeu que direita, esquerda e centro participem da discussão.
“É preciso, de novo, corresponsabilizar a política como um todo. Aí é da direita, é da esquerda, é do centro.”
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