
Em clima quente, a Câmara de Caçapava decide na próxima terça-feira (4) se aceita ou não o pedido de impeachment do prefeito Yan Lopes (Podemos) por supostas irregularidades na gestão de recursos públicos, incluindo valores ligados ao Fundo Municipal de Trânsito.
Caso o pedido seja avaliado como procedente, a Câmara pode abrir um processo de cassação do mandato de Yan.
A denúncia foi protocolada na Câmara no final do mês de julho (30) pelo empresário Eugênio de Freitas, o “Geninho da Funerária”, marido da vice-prefeita Juliana Freitas (Podemos). “Geninho” é candidato a deputado pelo PSDB nestas eleições.
O prefeito foi às redes sociais, acusando um golpe contra seu mandato. Segundo ele, estão tentando chegar ao poder pelo “tapetão”.
No vídeo, Yan nega irregularidades na gestão do FMT e diz que os recursos destinados à subvenção da passagem de ônibus urbano ajudam a manter a tarifa de ônibus mais baixa no município. “Temos a tarifa mais baixa da região”, disse ele. A tarifa atual é de R$ 4,20.
O vídeo de Yan teve resposta. Afirmando ter sido afastada da gestão por Yan, a vice-prefeita pediu para que seu nome não seja associado às decisões administrativas que estão sendo questionadas.
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Denúncia
A representação de “Geninho” questiona suposto desvio de finalidade de R$ 2.161.600 do FMT, além da recusa da administração em fornecer documentos solicitados pela Câmara.
Segundo a peça, recursos do FMT foram direcionados para o pagamento de parte do subsídio do transporte coletivo em 2025, o que configuraria desvio de finalidade.
Confira o vídeo de Yan: