
Você sabia que bem pertinho da gente está o “marco zero” da intervenção do Estado na economia brasileira?
É verdade: perto de onde está ainda hoje a Igreja do Pilar, no centro da cidade de Taubaté, foi assinado o chamado “Convênio de Taubaté”, em 2 de fevereiro de 1906, mais de 120 anos atrás, pelo qual os Estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro firmaram um pacto para valorizar o café brasileiro e proteger os lucros dos cafeicultores. O prédio não existe mais, mas o convênio fez história. Adivinhe quem pagou a conta?
Pois é, graças a esse acordo da elite econômica da época, o governo passou a comprar o excedente do café produzido pelos “barões” do campo, a preços mínimos estabelecidos pelos próprios produtores (leia-se, valorização artificial de preços, na linguagem técnica atual).
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Tudo, claro, financiado por empréstimos externos e com mecanismos de estabilização cambial, como a Caixa de Conversão, aumentando a dívida pública. Mais: para manter os preços elevados, parte do café era queimada quando a demanda era insuficiente. Quem ganhou com isso?
Ora bolas, os grandes produtores de café, que garantiram estabilidade para seus negócios, às custas do aumento da dívida pública. E consolidaram sua influência política nacional. Durou até a crise de 1929 e, sobretudo, à Revolução de 30, que liquidou a chamada política do café com leite.
E agora?
Este ano tem eleição e esse tema vai estar na boca do povo: afinal, qual o limite de intervenção do Estado na economia? Ou melhor, qual o papel do Estado na economia? A gente começou a conversar sobre isso no último artigo (“É a economia, estúpido!”) da série “Brasil, Brasis”.
Mas esse é um tema amplo e tem bons e maus exemplos que podem ser lembrados. Um exemplo complicado é o Convênio de Taubaté, “marco zero” da intervenção estatal, como vimos acima. Outro é o Plano Collor, com o confisco da poupança dos brasileiros. Lembra? Terrível.
Mas existem bons exemplos, como o Plano Real, implantado no governo Itamar Franco e que estabilizou a economia do país após anos de inflação de mais de 80% ao mês, com perdas que corroíam o salário do trabalhador. Graças a ele Fernando Henrique Cardoso, então ministro da Fazenda, foi eleito presidente da República.
Você já parou para pensar sobre o que seu candidato pensa sobre economia? É bom analisar e não morder a isca fácil, tal qual lambari em anzol de mosca. Afinal, isso vai ter reflexo diretamente na sua vida, caso ele seja eleito. O que você acha que precisa mudar na nossa economia. Conta aqui.
Segue o baile…
Muito bom conselho, mas estamos falando do Brasil. Por aqui fatores como Silas Malafaia são mais relevantes que qualquer proposta de política econômica. Afinal Deus precisa receber o dízimo. A diferença de Jair Bolsonaro que tinha o Posto Ipiranga, o que temos hoje é Deus, pátria, família e liberdade. Nenhum projeto de país.