
A Embraer, uma das maiores fabricantes de aeronaves do mundo, completa, nesta terça (19), 56 anos de fundação.
Criada em 1969, em São José dos Campos, a empresa nasceu como parte de um projeto do governo brasileiro para desenvolver a indústria aeronáutica nacional e hoje ocupa posição de destaque global, competindo com gigantes como Boeing e Airbus.
Das origens ao mercado global
O primeiro avião produzido pela companhia foi o Bandeirante (EMB 110), lançado ainda nos anos 1970, responsável por abrir portas para as exportações internacionais.
Em 1985, a Embraer ampliou sua relevância com o EMB 120 Brasília, turboélice que fez sucesso especialmente no mercado norte-americano.
A década de 1990 marcou um período decisivo. Após enfrentar dificuldades financeiras, a empresa foi privatizada em 1994, ganhando fôlego para crescer.
Nesse mesmo período, consolidou a linha de jatos regionais ERJ 135/140/145, que se tornaram populares entre companhias aéreas que buscavam aeronaves de menor porte.
Nos anos 2000, a fabricante avançou ainda mais com a criação dos E-Jets (E170, E175, E190 e E195), que conquistaram espaço em todo o mundo e até hoje são referência na aviação regional.
Já na década de 2010, a Embraer diversificou sua atuação, reforçando a aviação executiva com os modelos Phenom e Legacy, além de ampliar presença no setor militar com o lançamento do KC-390 Millennium, cargueiro de grande porte desenvolvido em parceria com a Força Aérea Brasileira.
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Inovação e sustentabilidade
Em 2018, a Embraer apresentou a segunda geração dos E-Jets, a família E2, com maior eficiência de combustível.
Mais recentemente, em 2021, criou a Eve Air Mobility, subsidiária dedicada ao desenvolvimento de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOLs), voltadas para a mobilidade aérea urbana — um projeto com previsão de certificação em 2027.
Nos últimos anos, a companhia também tem investido em sustentabilidade, adotando biometano em sua planta de Gavião Peixoto, operando com 100% de energia renovável no Brasil e em Portugal e aumentando o uso de combustível sustentável de aviação (SAF).
Recordes e desafios recentes
No segundo trimestre de 2025, alcançou US$ 29,7 bilhões em pedidos firmes, o maior volume de sua história.
Entre os contratos mais relevantes estão a encomenda de US$ 7 bilhões feita pela norte-americana Flexjet, o maior já registrado na aviação executiva da empresa, e o acordo com a Scandinavian Airlines (SAS), que adquiriu 45 jatos E195-E2 avaliados em cerca de US$ 4 bilhões.
A expansão também inclui negociações com companhias como a Royal Air Maroc e maior presença no mercado indiano, com a instalação de uma subsidiária em Nova Délhi.
Ao mesmo tempo, a Embraer enfrenta desafios geopolíticos, como a polêmica de tarifas adicionais nos Estados Unidos, seu principal mercado de jatos executivos.
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Um futuro em construção
Ao completar 56 anos, a Embraer projeta investimentos de R$ 20 bilhões até 2030 no Brasil e US$ 1 bilhão nos EUA, voltados para expansão produtiva, inovação tecnológica e práticas ambientais.
A companhia mantém ainda expectativa de crescimento na aviação executiva, regional e de defesa, ao mesmo tempo em que aposta no futuro da mobilidade aérea elétrica.
Confira o vídeo que mostra a linha do tempo da Embraer: