
A Embraer anunciou, na terça (5), um plano estratégico para produzir o cargueiro militar KC-390 nos Estados Unidos caso o governo americano feche um acordo de compra.
O investimento potencial chega a US$ 500 milhões e pode gerar 2,5 mil empregos no país, em uma jogada para reverter as tarifas de exportação decretadas por Donald Trump, presidente norte-americano.
O jogo diplomático do KC-390
- Proposta condicional: a produção nos EUA só ocorrerá se houver encomenda americana.
- Investimento: até US$ 500 milhões em instalações industriais.
- Objetivo: zerar as tarifas de 10% sobre aviões civis (vigentes desde abril) e evitar os 50% sobre aviões cargueiros.
“É uma oportunidade de investimento local para a tarifa retornar a zero”, afirmou Francisco Gomes Neto, presidente da Embraer, reforçando que as taxas estadunidenses ainda são uma “grande preocupação”.
O avião, o maior já produzido na América Latina, é um trunfo geopolítico. 11 países já o adquiriram, incluindo membros da OTAN (Portugal, Holanda, Hungria).
O cargueiro atua em combate a incêndios (12 mil litros de água por descarga), ajuda humanitária, transporte de tropas (até 80 soldados) e reabastecimento em voo.
Ele opera em pistas não pavimentadas e transporta 26 toneladas a 870 km/h.
No Brasil, foi usado no combate a incêndios no Pantanal e no transporte de vítimas do acidente aéreo de Vinhedo.
Atualmente, o avião é fabricado em Gavião Peixoto.