
A Eve Air Mobility, empresa da Embraer que desenvolve o eVTOL, anunciou nesta quinta-feira (14) que vai receber um reforço de caixa de 230 milhões de dólares (cerca de R$ 1,2 bilhão) para avançar no projeto e nas operações do seu “carro voador”.
O montante vem de uma operação que envolve a venda de 47,4 milhões de novas ações da companhia a 4,85 dólares cada.
Essa venda foi feita para um grupo de grandes investidores, incluindo a própria Embraer, outros fundos e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio da sua subsidiária de investimentos, a BNDESPAR.
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Somente o BNDES vai aportar cerca de 74,9 milhões de dólares (o equivalente a R$ 405,3 milhões) para o projeto.
Com o dinheiro em caixa, a Eve pretende pagar serviços realizados no Brasil, manter as operações, investir em estratégias de crescimento e amortizar dívidas. O projeto do carro voador prevê que a produção aconteça na fábrica de Taubaté.
Dupla listagem
A operação também marca a chamada “dupla listagem” da Eve: agora, além da Bolsa de Valores de Nova York, as ações (na forma de recibos, os chamados BDRs) passam a ser negociadas na B3, no Brasil, com o código EVEB31.
“A listagem dupla amplia o acesso a investidores de diferentes mercados”, afirmou o diretor financeiro, Eduardo Couto. Já o CEO Johann Bordais destacou que o investimento “é um marco importante para nossa missão de transformar a mobilidade urbana”.
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O eVTOL da Eve é projetado para funcionar como um táxi aéreo elétrico, silencioso e sem emissão de poluentes, com previsão de iniciar as operações em 2027.
Atualmente, a empresa acumula cerca de 3 mil pedidos para o modelo. Antes, porém, será necessário obter a certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), exigência para que a aeronave possa voar comercialmente no Brasil.
A expectativa é conquistar essa certificação também em 2027, alinhando o início das entregas e das operações.
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