
O ex-governador de São Paulo, Cláudio Lembo, morreu na madrugada desta quarta-feira (19), aos 90 anos. A causa da morte não foi divulgada.
O velório é realizado na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), das 10h30 às 15h, no Hall Monumental, com sepultamento marcado para as 16h no Cemitério do Araçá, na região central da capital paulista. O cortejo será acompanhado por batedores da Polícia Militar.
Lembo deixa esposa, Renéa, o filho José Antônio e quatro netos: Carolina, Cristiana, Isabella e Lucas.
Sobre Cláudio Lembo
Nascido em São Paulo, em 1934, no tradicional bairro do Bixiga, Lembo se destacou como uma figura importante na política nacional.
Atuou como presidente da Arena durante o regime militar e foi um dos fundadores do PFL, que depois veio a se converter no Democratas (DEM).
Formado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade de São Paulo (USP), lembo também fez um doutorado em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie em 1986. Além disso, foi professor titular de Direito Constitucional e Direito Judiciário Civil na mesma instituição, onde também exerceu o cargo de reitor.
Cláudio Lembo foi eleito vice-governador na chapa de Geraldo Alckmin em 2002. Com a renúncia de Alckmin, que se lançou candidato à presidência em 2006, ele assumiu o governo de São Paulo, onde permaneceu até o fim do mandato, em 2007, sendo sucedido por José Serra (PSDB).
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Luto oficial em SP
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) decretou luto oficial de três dias em São Paulo. “Nossos sentimentos aos familiares e amigos”, declarou o governo estadual em nota.
Lula: “Símbolo de política com P maiúsculo”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também lamentou a morte de Lembo, recordando da amizade com o ex-governador desde a década de 1970 e destacando sua importância na política.
“Foi símbolo de Política escrita assim, com P maiúsculo. Representante do campo conservador, sempre tivemos diferenças e, ao mesmo tempo, uma capacidade de diálogo franco, aberto e generoso”, escreveu Lula pelo X.