A derrota de 7 a 1 sofrida no caso do Pix fez o presidente Lula e boa parte de suas aliados radicalizarem o discurso de que o problema do governo é um problema de comunicação. Ledo engano.
Apesar dos ganhos na consolidação democrática e na manutenção do Estado de Direito, o governo Lula patina no óbvio: na prática, ele não melhorou a vida do brasileiro.
A economia tem bons momentos, o PIB avança, o ministro Fernando Haddad saca do bolso do colete argumentos em cima de argumentos para elogiar os avanços da gestão atual, mas, sejamos realistas, a vida do brasileiro não está nada fácil no governo Lula 3.
Basta olhar a inflação dos alimentos, medida em 8,4% pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mas sentida pelo consumidor bem acima dos dois dígitos em qualquer feira-livre ou supermercado do país.
“É a economia, estúpido”

Talvez seja caso de alguém lembrar Lula, Haddad e companhia limitada dessa frase usada por James Carville, estrategista da campanha de Bill Clinton, para explicar ao candidato democrata que a recessão americana era a arma mais mortal a ser usada contra o então presidente George W. Bush décadas atrás.
“É a economia, estúpido”, escreveu Carville no comitê de campanha do Partido Democrata. Tudo bem, não vamos repetir os vândalos de 8 de janeiro e pichar as paredes do Palácio do Planalto com essa frase.
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Mas, talvez, quem sabe, mandar o lembrete por meio de uma mensagem de WhatsApp, um email, um bilhetinho, a moda Jânio Quadros, simples assim, para o presidente: é a economia, estúpido. Sem melhorar a vida do brasileiro comum, seu governo vai para o vinagre.
Aliás, falando nisso, o preço do vinagre está na hora da morte…
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