Às vésperas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que terá sua primeira fase neste domingo (3), com prova de linguagens e ciências humanas, os estudantes ficam ansiosos.
De acordo com o INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), mais de 4.325.960 alunos se inscreveram para o exame em todo o Brasil, sendo que o estado de São Paulo lidera com 645.849 inscrições.
Para se preparar, muitos estudantes participam de aulões e treinos de redação, que tem grande peso para a abertura de portas ao ensino supérior. Garantir pontuação máxima na redação exige o cumprimento de diversos critérios, que vão desde o uso da norma culta da língua portuguesa até a apresentação de argumentos consistentes em uma proposta de intervenção sobre um tema social.

A grande questão é: qual será o tema da vez? Em São José dos Campos, a equipe do cursinho pré-vestibular do colégio Poliedro já tem seus palpites para essa edição. Em 2022, a educadora Gabrielle Cavallin acertou em cheio o assunto, que foi “desafios para a valorização de comunidade e povos tradicionais no Brasil”.
E para ajudar ainda mais os estudantes, o portal spriomais propõe matérias já publicadas sobre os assuntos.

Confira possíveis tema para redação do Enem 2024
Desafios para combater a prática de bullying no ambiente escolar
A prática do bullying se mostra cada vez mais presente nas instituições de ensino do Brasil e do mundo, com casos como o do adolescente de 13 anos, Carlos Teixeira, que morreu em abril deste ano após ser vítima de agressões no ambiente escolar, em Praia Grande, SP, motivado, segundo a família, por bullying. Os altos índices dessa prática fizeram com que uma nova lei fosse promulgada: o artigo 146-A foi incluído à Lei 14.811, de 2024, no Código Penal, o qual tipifica o bullying e o cyberbullying como crime. A instauração dessa Lei tem não só promovido o debate sobre o tema como também exigido das escolas atitudes mais eficazes no combate a essa prática, o que torna possível a escolha do tema pelo INEP.
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A busca desenfreada por procedimentos estéticos e cirurgias plásticas no Brasil
As redes sociais têm ganhado cada vez mais espaço no nosso dia a dia, de forma que elas vêm impondo demandas e padrões a serem seguidos. Entre estes, estão os padrões de beleza que, embora já ditados pela sociedade e pela mídia em geral, ganham mais força por serem propagados por inúmeros influenciadores com milhões de seguidores, o que tem atingido cada vez mais o público jovem, principalmente adolescentes – estudos recentes evidenciam o aumento de cirurgias e procedimentos estéticos realizados por eles.
A busca por um padrão inalcançável tem feito com que a sociedade se submeta a diversas cirurgias plásticas e a procedimentos estéticos, muitas vezes inseguros. Casos recentes e de grande repercussão midiática são evidências de tal fato: o ator Stênio Garcia ganhou audiência ao divulgar fotos e vídeos após a realização de diversos procedimentos para, segundo o ator, “elevar a autoestima!”; e um caso mais recente, o do empresário Henrique Chagas, que morreu em junho deste ano, em São Paulo, após realizar “peeling de fenol”, trouxe à tona a busca desenfreada por tais procedimentos. Esses casos são apenas alguns de vários outros que colocam a busca por adequação a um padrão de beleza um tema importante de ser discutido.
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O impacto das mudanças climáticas nos direitos básicos da sociedade brasileira
As fortes chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul neste ano (2024) não são um episódio isolado dos efeitos das mudanças climáticas, conforme alertam pesquisadores. Fortes chuvas já atingiram São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e tantos outros estados e, segundo as previsões, vão ser cada vez mais frequentes no nosso dia a dia.
Nos últimos dias, as intensas secas e as queimadas vêm ganhando destaque na mídia – essas provocadas por ações humanas e, também, pelo excesso de calor. A emergência e a importância desse tema são tamanhas que, embora já tenham sido abordadas por alguns vestibulares, como a PUC-SP 2024.2 (“O papel dos governantes no avanço das mudanças climáticas e nos desastres ambientais que elas produzem”) e pela Fuvest 2023 (“Refugiados ambientes e vulnerabilidade social”), são possíveis de serem escolhidas pelo Enem – afinal, o debate despertado pelo exame traz uma consciência maior em relação ao problema social e, especialmente, permite uma maior visibilidade em relação aos grupos mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas, a população mais pobre.
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Desafios para democratizar o acesso ao esporte na sociedade brasileira
As Olímpiadas e as Paraolimpíadas, realizadas em Paris neste ano, despertaram o debate em relação ao acesso ao esporte e à prática de atividades físicas no Brasil. Rebeca Andrade, Caio Bonfim e Rafaela Silva são exemplos de atletas que tiveram conquistas olímpicas, mas que passaram por inúmeras dificuldades para conseguir se profissionalizar e, agora, para se manter no esporte.
Os poucos incentivos privados e, especialmente, públicos colocam obstáculos para que esses atletas se dediquem às suas modalidades e impedem que inúmeros outros indivíduos possam adentrar nesse universo esportivo. Os Jogos Olímpicos, dessa forma, trazem em pauta o acesso ao esporte, seja em caráter profissional, seja em caráter amador, enquanto, neste último caso, prática benéfica à saúde e ao bem-estar – a população, especialmente a mais vulnerável, não tem acesso a centros esportivos ou diferentes modalidades esportivas. Tendo em vista a relevância do tema, o problema social que ele evidencia e a não abordagem até então desse tema no Enem, seja regular, seja PPL, destaca-se a sua pertinência para o tema de redação deste ano.
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Desafios para o combate à dengue no Brasil
Em 2024, houve um aumento acentuado nos casos de dengue no Brasil, o que sobrecarregou sistemas de saúde e deixou cidades em situação de calamidade. A dengue é uma doença viral transmitida pelo Aedes aegypti, espécie de mosquito urbano que se prolifera exponencialmente no verão do Brasil, quando são registradas altas temperaturas e concentram-se os índices de chuvas, aspectos da estação que foram intensificados neste ano por causa das mudanças climáticas associadas às atividades humanas no planeta.
Por se tratar de uma problemática associada à saúde pública, que é um direito previsto na Constituição Federal de 1988, o aumento de casos e os desafios para o combate ao mosquito e, consequentemente, à doença no Brasil podem aparecer na redação do Enem deste ano.
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