Eduardo Cury (PL) faltou ao debate do Grupo Band Vale no primeiro turno. Anderson Farias (PSD) faltou ao debate da Band Vale no segundo turno e, na última quarta-feira (23), ao debate promovido pelo jornal “O Vale”.
Na somatória geral, Anderson está na dianteira, com duas faltas contra um de Cury. Caso “cabule” o debate da Rede Vanguarda, marcado para esta sexta-feira (25), Anderson completa três faltas e já pode pedir música no “Fantástico”.
Alguém arrisca a música que Anderson vai pedir?

Brincadeiras à parte, já disse e repeti neste espaço: não gosto de candidato “fujão”. Divergentes em quase tudo, as campanhas de Anderson e Cury responderam à crítica de forma uníssona: a ausência foi “estratégia de campanha”. Cá entre nós, discordo. Candidato a cargo público, seja ele qual for, tem a obrigação de prestar esclarecimentos ao cidadão e isso se dá, de forma transparente, nos debates, entrevistas e sabatinas.
Nesse rol, o embate direto entre candidatos é fundamental. Transferir a obrigação de esclarecer e prestar contas ao cidadão apenas para o horário eleitoral de rádio e TV é “driblar” o eleitor e evitar o confronto de ideias e propostas. Repito: se o político “foge” durante a campanha, quando ainda depende do aval do cidadão para ser eleito, imagine do que ele será capaz, se eleito. A chance de dar uma “banana” ao eleitor é grande.
Dito isso, independente de trilha sonora, samba, MPB ou sofrência, Anderson Farias caminha para ser eleito no próximo domingo, segundo indicam as pesquisas.
Leia mais: E agora, Eduardo Cury?
Ele chega a isso graças a uma conjunção de fatores. Depois de uma largada errática, sua campanha teve o mérito de recalcular a rota em pleno voo e virar o jogo, exatamente quando dois adversários, Cury e Doutor Élton (União Brasil), estavam ganhando espaço. Noves fora as baixarias de campanha, que grassaram de lado a lado, o mérito de Anderson foi fazer o óbvio: ligar sua imagem como candidato à imagem do governo, este bem aprovado pela população, com índices na casa dos 70%, tendo 50% de ótimo e bom.
Simples. Tão simples que custa entender porque demorou tanto para ser ativada. Tenho a dúvida: tivesse Anderson optado por essa trilha antes, ao invés de brigar pelo legado de Jair Bolsonaro (que migrou, em tese, para Cury) e apostar em pautas de costume canhestras (como, por exemplo, a polêmica contra a “Marcha da Maconha”), talvez ele tivesse encarado uma caminhada mais fácil até aqui. Afinal, a figura de um bom gestor faz mais sucesso entre os eleitores joseenses do que a imagem de um “xerifão”.
Parafraseando a máxima política, é a gestão, estúpido…
Caso as pesquisas se confirmem, parabéns a Anderson. Tomara que as dificuldades desta campanha, uma campanha figadal, diga-se de passagem, sirvam de lição para seu novo governo.
Segue o baile…
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