A Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) completa 21 anos. A primeira edição conduzida por Liz Calder, inglesa apaixonada por literatura e pelo Brasil, trouxe a semente do se tornaria o maior (mais festivo) evento do gênero. Quem iria imaginar que as pessoas se deslocariam durante o inverno para ouvir alguns escritores falarem de suas obras?
Pois é, pegou e se espalhou em centenas de festas e feiras, pelo país inteiro. De lá pra cá, muita coisa mudou. Muitos escritores famosos, muitas celebridades, muitos ganhadores do Nobel, pisaram naqueles pés-de-moleque, muitos tendões rompidos, muito sapato jogado no lixo.
E o entorno da Flip também mudou. Primeiro chegaram jornais (O Jornal do Brasil, a Folha de SP); além da livraria principal (primeiro a da Vila e depois a Travessa), um mundo de gente ligada à cultura, e outro tanto só pra tomar cachaça e dançar nas ruas. A cidade ficou pequena, muitos apagões, falta de água. Haja infraestrutura!
E a cada edição, novos desafios, muitas críticas, muita politização, prós e contras. A Flip se mantém.

O autor homenageado em 2024 será João do Rio (1881-1921), pseudônimo de Paulo Barreto, jornalista, contista, romancista e tradutor. Mente brilhante, o mais jovem membro da Academia Brasileira de Letras, sofreu discriminações por ser preto e homessexual.
Serão 20 mesas, transmitidas pelo canal oficial da Flip no Youtube e pelo canal Arte 1. Podemos entrever boas conversas entre Mohamed Mbougar (“A Mais Recôndita Memória do Homens”) e Jefferson Tenório (“O Avesso da Pele”). Estarão presentes Carla Madeira, Évelin Argenta, Joca Reiners Terron, Patrícia Campos Mello.
E, como sempre, as casas independentes que reúnem editoras independentes e autores independentes.
Na Casa Escreva, Garota! (Rua Gravatá), a Ofício das Palavras terá uma mesa, com quatro autoras, na sexta-feiram 11 de outubro, às 15h30.
E nosso autor Fabrício Cunha, estará na Casa Pagã, dia 10 de outubro, às 14 horas.
Acompanhe também: