Eduardo Cury (PL) parece ter acertado passo…
Depois de um início de campanha confuso, em que chegou a faltar ao debate realizado pela Rede Band Vale com os candidatos a prefeito de São José dos Campos, em agosto, Cury colocou o trem no trilho e assumiu, até aqui, o protagonismo da corrida pelo Paço Municipal. As mais novas pesquisas de intenção de voto mostram isso. No último levantamento IPEC, divulgado pela Rede Vanguarda na semana passada, Cury surge com 33% da preferência do eleitor (contra 29% registrado na pesquisa anterior), bem à frente dos principais adversários, Dr Elton (União Brasil) e Anderson Farias (PSD). Na pesquisa Real Time Big Data, divulgada pela Rede Record dias depois, o candidato do PL tem 36%, também com folga sobre Elton e Anderson.

Com isso, caso não haja nenhum tsunami político, a presença de Cury num eventual segundo turno estaria, por esses números, garantida. Mas, em política, nada é garantido. Por isso, a campanha PL/PSDB se cerca em copas para evitar abrir o flanco para ataques nesta reta final.
Nesse cipoal, o que deu certo até aqui?
Para usar expressão do jornalista Guilhermo Codazzi da Costa, editor-chefe do jornal “O Vale”, o candidato do PL “sequestrou” a campanha eleitoral, passando a pautar o debate político com críticas às dívidas existentes na Prefeitura de São José dos Campos e suposta má gestão de Anderson à frente do governo. Isso colocou Anderson e seu principal padrinho, o vice-governador Felício Ramuth (PSD), na defensiva e reduziu o impacto das críticas que ele, Cury, estava começando a sofrer. Mais: Cury foi prefeito da cidade por dois mandatos e tem “garrafa vazia” para trocar. E, claro, não dá para esquecer, tem também um cabo-eleitoral de peso, o ex-prefeito Emanuel Fernandes, de volta ao PSDB e à seara política, com sangue nos olhos para acertar as contas com Felício, Anderson e companhia.
Essa mistura parece que deu liga…
Mas, repito, em eleição e política, tudo é possível. Até 6 de outubro, muita água vai passar por debaixo da ponte. E, de tédio, a gente não morre. Afinal, eleição é igual à Buzina do Chacrinha, só acaba quando termina.
Segue o baile…
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