A Marcha da Maconha terá uma nova edição em São José dos Campos no próximo sábado (21). A partir das 10h, defensores da planta vão se reunir na Praça Afonso Pena, e às 12h, prometem sair caminhando em direção à Praça da Matriz, no Centro.
O coletivo que organiza o evento defende que a marcha não é só para fumar. “A pauta é ampla. Todos queremos a legalização da maconha (e de todas as drogas), mas o movimento vai muito além disso”, escreveu a MdM pelo Instagram.
Consumo ilícito
Pela primeira vez, os participantes poderão caminhar pelas ruas portando maconha sem infringir a lei. O Supremo Tribunal Federal (STF), em junho, descriminalizou o porte de até 40 gramas da droga para uso pessoal.
Mas não é que está tudo liberado. O consumo continua ilícito e quem usa apenas não corre mais o risco de acabar na cadeia, mas ainda pode receber advertências e passar por medidas educativas sobre os efeitos da maconha. Além disso, o porte de todas as outras drogas continua sendo crime.

Organização da marcha provoca o prefeito
Neste ano, o tema da marcha é “Cidade Inteligente acolhe sua gente”, provocação ao prefeito Anderson Farias (PSD), que tentou desmanchar a última manifestação, e que faz referência ao “slogan” de São José. O prefeito foi procurado para comentar as provocações, mas até o momento não retornou o contato.
A primeira edição da Marcha da Maconha reuniu por volta de 200 pessoas na Praça Afonso Pena em outubro do ano passado. O tema de estreia, porém, abordava as funções medicinais da planta e defendia a descriminalização.
A Prefeitura argumentava na época que a marcha fazia apologia ao uso de drogas e Anderson entrou na polêmica com a intenção de barrar o evento. O prefeito levou à Câmara um projeto de lei para proibir o ato, e a proposta foi aprovada com apenas um voto contrário.
A medida, no entanto, é inconstitucional, segundo o Supremo Tribunal Federal. Em 2011 o STF decidiu que os direitos constitucionais de reunião e de livre expressão do pensamento garantem a realização das “Marchas da Maconha” em todo o país.
Papelada em dia
Ainda que sejam liberadas, manifestações coletivas como a Marcha da Maconha devem ser informadas previamente às autoridades públicas. Segundo a MdM, o evento em São José foi autorizado em agosto e três advogados ficaram responsáveis por levar o ofício pessoalmente à Prefeitura.
Na publicação que anunciam a liberação para realizar a manifestação, mais uma cutucada em Anderson.
“O prefeito não quis papo…😂😂😂 mas eles entregaram no setor de protocolos, como é recomendado”, disse o coletivo no Instagram.
Acompanhe também: