“Nasci no dia 25 de janeiro e, apenas 9 dias depois, estava no Rio de Janeiro sendo ‘batizado’ em uma festa em pleno alto verão. Sempre me senti confortável com essa estação e o calor. Mas jamais imaginei que viveria um ‘verão’ no inverno, especialmente aqui na região do Vale do Paraíba.”
Em um fenômeno inédito, os primeiros dias de agosto estão trazendo calor intenso para o Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, com temperaturas que lembram mais o verão do que o inverno. Segundo o jornal o Estado de SP, a MetSul Meteorologia, as máximas ultrapassarão os 30ºC no Sul e poderão atingir 40ºC no Centro-Oeste. A massa de ar quente que domina grande parte do país é a responsável por manter as tardes escaldantes.

Na Amazônia, os termômetros também não ficam para trás, com temperaturas previstas acima dos 35ºC. O uso de ar-condicionado em pleno inverno é um indicativo claro das mudanças climáticas que enfrentamos. Este é um chamado para a ação, para que possamos adotar práticas sustentáveis e combater os impactos adversos ao meio ambiente.
Conforme o renomado climatologista Carlos Nobre, “No fim de 2022, se estimava que, em 2023, com as mudanças climáticas combinadas ao El Niño, a temperatura média da Terra ficaria 1,3°C mais quente. Já seria muito. Porém, ela chegou a 1,5°C e 2023 foi o ano mais quente registrado.” Ele ainda alerta que “a tendência de aquecimento pode tornar secas como a da Amazônia de 2023 normais até 2100, e se a temperatura seguir subindo, algumas áreas podem se tornar inabitáveis.”
Veja a previsão para os próximos dias:
Domingo: entre 14ºC e 28ºC;
Segunda-feira: entre 16ºC e 28ºC.
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A Urgência das Práticas ESG
Este cenário alarmante sublinha a necessidade urgente de práticas ambientais, sociais e de governança (ESG). Não se trata de um modismo ou ideologia, como ainda é debatido nos Estados Unidos, mas de uma realidade inegável que a Europa já reconhece como crucial. Políticas que promovam a agenda de carbono e a proteção ambiental são essenciais, não apenas para enfrentar o presente, mas para garantir um futuro sustentável para todos os stakeholders e a sociedade em geral.
Como sempre digo em minhas apresentações, painéis e palestras: ESG começa em casa! Eu admito que, por um tempo, fui evasivo em relação ao tema, talvez pela falta de informação. Mas essa ferramenta não nos falta mais, pequenos gestos diários fazem toda a diferença. A luz do seu quarto deixada acesa enquanto você está fora, o uso indiscriminado de água ao tomar banho ou escovar os dentes, e até a maneira como tratamos nossos funcionários e gerimos nossa casa — que, de certa forma, também tem receitas e contas a pagar, como uma microempresa — tudo isso influencia no quadro geral. Se todos adotarmos essa postura consciente, o impacto será significativo.
É verdade que nós, brasileiros, muitas vezes temos uma tendência a ser reativos, esperando as circunstâncias nos pressionarem antes de agir. No entanto, há uma luz no fim do túnel: nossa criatividade e resiliência. Quando nos unimos, temos o poder de transformar o futuro, mesmo quando ele parece estar quase no passado.
Se queremos um mundo melhor, precisamos começar a praticar o ESG na nossa rotina diária. Afinal, a mudança global começa com ações locais. O que você fará hoje para contribuir com um amanhã mais sustentável?
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