Já se perguntou como uma pessoa LGBTQIAPN+ sentido quando criança? Íkaro Kadoshi, drag queen joseense, compartilhou um relato emocionante no podcast “Pod, Não Pod ou Depende?” para falar sobre o assunto.

Num vídeo que viralizou recentemente nas redes sociais, Íkaro fala para Bianca Rinaldi e Guga Menga compara uma situação comum do dia a dia com um estresse pós-traumático vivido em guerras: apenas passar uma xícara para outra pessoa na mesa.
Para ele, o gesto precisava ser acompanhado de “trejeitos masculinos”, o que causava muito estresse.
“Pessoas, homens gays, dos trinta e cinco aos quarenta anos vivem um estresse pós-traumático como se tivessem ido a uma guerra”, disse. “Porque era exatamente isso, eu tô com essa caneca que nos meus doze, treze anos era no café da manhã. [Perguntavam] ‘cê passa a caneca pra mim? Pra todo que tava vendo eu tava fazendo só assim ó [o movimento de entregar o objeto]. Mas na minha cabeça era: pega a caneca como homem, ninguém pode perceber nada. Segura a caneca como homem, leva a caneca coloca na caneca como homem, volta. Ninguém percebeu. Ufa, ninguém percebeu nada”.
O cenário ocorria com frequência: “Cê imagina fazer isso o tempo inteiro? Então imagina o nível de cortisol que a criança produz”.
Confira o corte:
Ver esta publicação no Instagram
Para conhecer
De São José dos Campos, Tiago Liberato se apresenta como a drag queen Íkaro Kadoshi desde os anos 2000. Formado em jornalismo, o artista usa sua voz para combater o preconceito contra a comunidade LGBTQIAPN+.
Já no meio artístico, esteve ao lado de drags famosas do reality show “RuPaul’s Drag Race”. Íkaro também apresenta o programa “Caravana das Drags”, do Prime Video, junto de Xuxa. Em suas redes sociais, também aborda temas sobre a comunidade LGBTQIAPN+, saúde mental e religião.
Leia também: Cabeleireiro de SJC concorre ao título de Miss Brasil Gay, maior concurso do gênero no país
Acompanhe também: