Close Menu
    Sobre a spriomais
    • Institucional
    • Equipe
    • Contato
    Escute a rádio spriomais
    Facebook X (Twitter) Instagram YouTube LinkedIn WhatsApp
    • Institucional
    • Equipe
    • Contato
    Facebook X (Twitter) Instagram YouTube Spotify LinkedIn WhatsApp
    spriomais
    • Notícias
      • Cidades
      • Cultura
      • Especiais
      • Esporte
      • Geral
      • Made In Sanja
      • Meio Ambiente
      • Mulher
      • Polícia
      • Política
      • Tecnologia
      • Turismo
    • Colunas
      • + Arte na Cidade
      • Animais Ok
      • Berlim Esporte Clube
      • Código Fonte
      • Cozinha sem Chef
      • Curiocidades
      • Da janela do Helbor
      • ESG na Prática
      • Esquecimento Global
      • Fora do Cabide
      • Ofício das Palavras
      • Playlist de maestro
      • Todas as Claves
      • Viva
    • Podcast
    • Branded
    • Acontece spriomais
    • Publicidade Legal
    rádio
    spriomais

    Itavema Itavema

    Você está em:Início » O que tinham em comum Marco Polo e Beethoven?
    + Arte na Cidade

    O que tinham em comum Marco Polo e Beethoven?

    19 de fevereiro de 2024Nenhum comentário4 Minutos de Leitura
    WhatsApp Facebook Twitter LinkedIn Email
    Compartilhe
    Facebook Twitter LinkedIn WhatsApp Email Copy Link

    Andam dizendo que é melhor aprender a fazer melhores perguntas do que dar respostas óbvias ou clichês sobre qualquer assunto. Perguntar é a base da curiosidade humana e do aprender.

    Estamos sempre envolvidos nesse processo de aprendizado e saber ouvir é uma capacidade necessária que pode ser aprimorada. Assuntos mais complexos nem sempre têm perguntas complexas.

    Pessoa tocando violino, uma referência para as semelhanças de Marco Polo e Beethoven
    Pessoa tocando violino (Foto: Pexels)

    A simplicidade é o ultimo grau de sofisticação – Leonardo Da Vinci (1.452-1.519)

    Foi a partir de uma mensagem matinal, com uma pergunta eterna na vida dos artistas, que elaborei muito mais perguntas do que respostas. Recebi esta mensagem:

    Hoje acordei com uma reflexão:
    Por que em nosso país os artistas não são considerados como trabalhadores? É muito triste ter que ouvir :
    “Faça outra coisa pra se sustentar $ porque não dá pra viver de música”

    E por que não dá?

    Mulher, artista, instrumentista, compositora e cantora com uma voz belíssima, imagino que provavelmente alguém lhe disse isso na noite anterior, depois de sua apresentação musical. Talvez tenha ocorrido um debate sobre o valor do seu cachê e do seu grupo?

    Parece que ela conseguiu dormir um sono carregado de questões, afetado por esta afirmação triste e agressiva. Apesar de muito comum no percurso de qualquer artista, não há somente uma resposta como sugerido: “arranje um emprego”. Vivemos em um sistema que produz categorias de autônomos como nunca se viu antes. Então, que emprego é esse que foi sugerido à artista?

    Não é só criar e vender

    Muito antes do termo empreendedorismo assolar todas as atividades humanas, os artistas já viviam de inventar processos para venderem seus trabalhos. Criar, planejar, executar, vender, entregar e sobreviver nesse sistema autônomo precário. Músicos, escritores, atores, artistas plásticos, dançarinos e inúmeras outras categorias vivem nesse sistema.

    Veja a definição de empreendedorismo:

    “Disposição ou capacidade de idealizar, coordenar e realizar projetos, serviços, negócios, gerenciar com alterações que envolvem inovação e riscos.
    É exatamente assim que vive um artista, tudo depende exclusivamente da sua capacidade de realizar todas as etapas da cadeia produtiva criativa sob seu risco e beneficio sempre que possível”.

    Os desafios mais comuns são gestão de pessoas, gestão financeira, questões jurídicas, inovação, marketing e vendas. Tudo isso se encaixa facilmente nas exigências de qualquer edital cultural, qualquer produção artística, além, é claro, da criatividade. Essa profissionalização dos artistas e produtores culturais já ocorreu.

    O termo empreendedorismo surgiu na segunda metade do século XVIII e no início do século XIX, com os economistas Richard Cantillon e
    Jean-Baptiste Say. Sem uma definição padrão, os dois consideraram empreendedores pessoas que correm riscos com investimentos próprios. Mais tarde se agregou o termo inovação.

    Compartilho da comparação com as atividades artísticas em termos de origem e metodologias. Quando precisamos nominar processos novos que estão em curso temos a necessidade de encontrar semelhanças com os estabelecidos. Assim, identificamos algumas variações que surgem por necessidades sociais, criativas, econômicas etc.

    Os empreendedores

    Marco Polo e Tomas Edison não eram denominados empreendedores assim como Shakespeare ou Beethoven. Mas podemos facilmente imaginar que suas descobertas e apresentações teatrais ou musicais eram elaboradas por algum tipo de produção muito bem planejadas.
    Eram empreendedores.

    O fato é que sempre se considerou o trabalho artístico algo não reconhecido na cadeia produtiva econômica por ignorância sobre seu sistema próprio. Lembrando que nossa tendência a polarizar temas aguenta somente duas posições, se não é uma coisa, com certeza é a outra. A diversidade entre elas fica rejeitada. Assim fazemos com processos que não conhecemos e com humanos também; veja o que vivemos de preconceitos explícitos atualmente. Me parece que carecemos de vocabulário para nominar a diversidade que expande nosso mundo.

    E você, o que acha que minha amiga artista deveria fazer?

    Ela, de voz belíssima, que a tantos encanta, deve seguir o conselho de procurar outra coisa pra se sustentar? Que coisa seria essa? Um concurso público, um cargo político, ou alguma outra profissão paralela para bancar a que dá pouco dinheiro? Quem sabe professora correndo o mesmo risco de precariedade financeira?

    “Em troca do couvert!”

    Não por coincidência, artistas e professores não estão na escala da cadeia produtiva econômica valorizados como profissionais necessários que são.

    Na frase – te ofereço a oportunidade de tocar sua música e cantar no meu estabelecimento em troca do couvert artístico, uma oportunidade imperdível de divulgar seu trabalho, troque música por qualquer outra atividade artística e teremos um cenário recorrente que não reconhece o valor artístico cultural apesar de querer usufruir e se beneficiar dele.

    Acompanhe também: 

    Instagram

    Youtube

    Facebook

    Twitter

    Spotify

    * A opinião dos nossos colunistas não reflete necessariamente a visão do portal spriomais.

    Pitiu Bomfin

    Pitiu Bomfin

    Artista plástica, curadora e educadora. Formada em Desenho Industrial pela FAAP / SP com pós graduação em Artes Plásticas pela ECA/USP e estudos em Arquitetura.
    Realiza trabalhos de curadoria além de cenografias e figurinos para grupos de teatro.
    Sua pesquisa artística envolve a fotografia, a pintura e processos gráficos muitas vezes utilizando referencias icônicas da historia da arte.
    Compartilhe Facebook Twitter Pinterest LinkedIn WhatsApp Telegram Email Copy Link
    Notícias AnterioresCarnês do IPTU vencem a partir desta segunda (19) em São José; isenção ainda pode ser solicitada
    Próxima Notícia Anderson e Felicio se manifestam contra fala de Lula sobre ações de Israel na Faixa de Gaza

    Notícias Relacionadas

    Estúpida retórica e seus tons geniais

    30 de junho de 2026

    A ‘cidade tecnológica’ merece conexões mais intensas entre arte, cultura e tecnologia

    26 de maio de 2026

    Com a gente, ninguém pode

    27 de abril de 2026
    Inscrever-se
    Acessar
    Notificar de
    Acessar para comentar
    0 Comentários
    mais antigos
    mais recentes Mais votado









    Pref Taubaté – Taubapet Pref Taubaté – Taubapet

    A spriomais é o primeiro portal jornalistico multidigital do Vale do Paraíba, com os principais acontecimentos da região, do Brasil e do mundo.

    email:
    jornalismo@spriomais.com.br

    Maior festival gastronômico do Vale do Paraíba, com 60 mil pessoas na edição de 2024, e que reúne os melhores restaurantes, bares e confeitarias de São José dos Campos.

    instagram:
    @mais_gastronomia
    email:
    comercial@spriomais.com.br

    O design elegante e as fotografias selecionadas reforçam a atmosfera gourmet do jornal impresso e digital do Grupo SP Rio Mais.
    Um convite ao leitor para desacelerar diante das páginas e perceber a informação como parte de uma experiência estética.

    email:
    comercial@spriomais.com.br 

    • Facebook
    • Twitter
    • Instagram
    • YouTube
    • LinkedIn
    • WhatsApp
    • Spotify
    © 2026 SPRIO SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO EIRELLI - spriomais 2025 © Todos os direitos reservados

    Escreva algo e precione Enter para buscar. Pressione Esc para cancelar.

    wpDiscuz
    Usamos cookies para garantir que oferecemos a melhor experiência em nosso site. Se continuar a usar este site, assumiremos que está satisfeito com ele.