Acabaram as férias, as festas, a ressaca emocional. A vida volta à rotina. Crianças voltam à escola, pais voltam ao trabalho.
As vitrines natalinas dão lugar às fantasias de carnaval, que deverá acontecer ainda em fevereiro, bissexto em 2024.
Por que temos a sensação de que o tempo passa devagar?

Um artigo de O Globo (29/01/24) traz entrevista com duas inglesas, psicólogas clínicas, Chloe Carmichael e Pauline Wallin, que fazem algumas considerações interessantes.
Depois de tanta confraternização de fim de ano, há uma queda brusca de dopamina no cérebro que, sabemos, provoca mau humor, afeta o sono e é responsável pela depressão.
Em seguida, todo mundo recebe as primeiras notícias dos gastos com IPTU, IPVA, matrículas, material escolar. Não há santo que dê conta das contas. Sem contar que o que foi gasto nas festas, dificilmente será restituído.
Leia mais de Ofício das Palavras
Se você fez promessas de mudança de hábitos no começo do ano, já percebeu que vai ser mais difícil do que pensou. E dá-lhe pressão. E esse mês que não acaba?
A noção de tempo é muito relativa. Conta-se que Einstein, para explicar a relatividade, disse que o dedo em uma chapa incandescente por um segundo pode parecer uma hora; e ter uma bela mulher ao lado, mesmo que por uma hora, parecerá um segundo. Tirando o clichê machista do exemplo – comum para época, vale também algum desconforto físico ou mental.
Ninguém com dor vai prestar atenção à paisagem, ao entorno, à leitura. Então, o que fazer?
Durma bem.
Tome muita água.
Planeje atividades prazerosas.
Faça esporte ao ar livre.
Tome um pouco de sol, antes das dez ou depois das quatro.
Leia os autores de sua preferência, sem se obrigar a terminar a leitura.
Relaxe, o carnaval está chegando!
Veja também: