No início de janeiro, uma matéria da @CartaCapital trouxe a notícia de uma editora francesa, que resolveu fazer um selo de garantia editorial.
Isso porque está havendo, principalmente nas plataformas de autopublicações, milhares de livros escritos com o software de inteligência artificial generativa.

A plataforma Kindle Direct Publishing, da Amazon, já possui robôs que identificam textos elaborados com inteligência artificial.
Nós tínhamos pensado neste selo para o primeiro lançamento da @oficio_das_palavras, em 2024. Vamos ter que anunciá-lo aqui, uma vez que pegar a ideia no ar, quando ela está invisível, faz parte da noção de “inconsciente coletivo”.
Não é apropriar-se de ideia alheia. É ter a mesma ideia ao mesmo tempo, em lugares diferentes. Jung chamou de sincronicidade às coincidências significativas.
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Se existe a necessidade de um selo para separar texto humano de texto robótico, é porque existem pessoas que estão tentando se dar bem, que querem passar a perna em quem é mais vagaroso.
Há um Mr. Bean para cada boa intenção do mundo, infelizmente.
“Este livro foi escrito e produzido com Inteligência Humana Natural (IHN)”
É incrível como temos de nos proteger do que a princípio foi feito para simplificar. A internet foi criada para democratizar a informação. E hoje, temos de criar robôs para identificar as notícias falsas, que se proliferam em progressão geométrica em enésima potência!
O Chat GPT foi criado para ser um assistente de pesquisa, um facilitador, não para escrever e assinar artigos, livros ou ensaios.
Os smartphones se transformaram em motivo de sequestros e golpes e quanto mais nos protegemos, mais os criminosos se especializam em inventar um jeito de burlar o sistema.
Não temos nenhum indício de que a situação vá melhorar. O que podemos fazer é alertar os leitores e escritores que a maré está alta, a arrebentação vem com força, mas que é possível surfar em ondas gigantes. Os corajosos sem preguiça e com muita disciplina conseguem chegar à praia sãos e salvos.
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