A relevância crescente do conceito ESG em debates contemporâneos traz o aspecto Social da sigla como um dos pilares mais importantes, pois envolve questões como igualdade de gênero e direitos humanos, que refletem a responsabilidade social das empresas para com a comunidade e a abordagem adotada nesse sentido.
E nesse contexto, há anos que a Natura se posiciona como uma das empresas que mais direciona seus esforços para a prática de ESG no mercado. Mais uma vez a gigante brasileira inovou e no ponto crucial na vida dos seus colaboradores, isto é, em estabelecer rendas mais dignas para os colaboradores da empresa.
Com isso, a Natura cumpriu a meta de estabelecer salários dignos a 100% de seus colaboradores e até para trabalhadores de zonas extrativistas dos insumos usados em suas fábricas. Em muitos casos, o novo indexador — que serve de base para o cálculo das remunerações— chega a ser o dobro do salário mínimo local. Até 2022, 95% recebia igual ou acima da chamada “renda digna”.

O novo indexador foi uma meta estabelecida pela companhia em 2020 alinhada com um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Ele se refere à renda mínima necessária para que uma pessoa e sua família consigam suprir necessidades básicas como alimentação, aluguel, saúde, educação, roupas, transporte e até alguma poupança.
A Natura adotou para o cálculo da chamada renda digna, as metodologias do “Wage Indicator Foundation”, um instituto que faz pesquisa de custo de vida em diversos países.
Nessa pesquisa, entram despesas com alimentação, água, habitação, educação, saúde, transporte, vestuário, e uma provisão para situações inesperadas.
Um outro papel importante na empresa será que a partir de agora, a meta da Natura é ter no mínimo 30% de posições gerenciais ocupadas por públicos sub-representados, tais como, pretos, indígenas, LGBTQIA+, pessoas com necessidades especiais.
Em um país que a força de trabalho representa 110 milhões de pessoas e que a maioria da população brasileira (60,1%) vivia com até um salário mínimo per capita por mês em 2022, ações como a da Natura fazem-se cada vez mais necessárias.
A esperança é que outras empresas sigam o exemplo da Natura, mas não de maneira romântica sobre o tema – A Natura há anos se planejou, estudou os indicadores e em como estender o principal pilar da companhia, isto é o seu colaborador, uma renda mais digna sem prejudicar sua saúde financeira e crescimento no mercado.
Vale lembrar que na sua essência, o ‘S’ (Social) em ESG simboliza a dimensão social, englobando assuntos ligados a indivíduos, comunidades e à sociedade como um todo, portanto um ganho de renda mais digno que representa mais poder de compra, gerando consequentemente uma economia mais forte e, assim, mais dignidade para as pessoas. Dentro desse espectro, temas como direitos humanos, equidade de gênero, segurança pessoal e interação com o meio local são primordiais.