Duas importantes novidades para prevenir grandes desastres durante os períodos de chuva no Litoral Norte de São Paulo foram anunciadas hoje pelo governo estadual.
A cidade de Ilhabela recebeu um novo radar para acompanhar tempestades e rajadas de vento em toda a costa paulista. Já em São Sebastião, cidade mais afetada na tragédia do último mês de feveireiro, as sirenes de alerta para temporais em áreas de risco começaram a funcionar nesta quinta-feira (14).
As ações fazem parte da campanha SP Sempre Alerta, lançada pelo Governo do Estado hoje. O foco da campanha é justamente prevenir catástrofes e manter os órgãos em prontidão para eventos climáticos extremos.

O radar instalado em Ilhabela custou R$ 10 milhões e possui um software (Earth Network) que também é capaz de registrar descargas elétricas na atmosfera com mais precisão, facilitando a emissão de alertas em tempo real.
“As mudanças climáticas vieram para ficar, estamos sendo acometidos por chuvas intensas em volumes nunca antes vistos, grandes ventanias, estiagens muito fortes e a gente tem que se preparar para isso. A palavra-chave é prevenção”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) no evento de lançamento da SP Sempre Alerta.
Leia mais: Após recomendação do MP, prefeitura de Ilhabela suspende obras de duas escolas
Sirenes em São Sebastião
As sirenes de alerta para temporais em áreas de risco começaram a ser utilizadas nesta quinta (14) em São Sebastião. Segundo a Defesa Civil do Estado, quatro sirenes do modelo Sisar (Sistema de Alerta Remoto), foram instaladas na cidade, todas na Vila do Sahy, região mais afetada no temporal de fevereiro.
Um simulado para teste dos equipamentos será feito na próxima terça-feira (19), com as Defesas Civis Estadual e Municipal, além de órgãos públicos e particulares.
Com investimento de R$ 2,4 milhões, os municípios de Guarujá, no Litoral Sul, e de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, também receberão as sirenes. As cidades foram selecionadas por possuírem histórico de inundações e deslizamentos em períodos de alto volume de chuvas.
Sobre a Vila Sahy
A Vila Sahy foi a região mais afetada pelas fortes chuvas que atingiram São Sebastião em fevereiro deste ano. Durante uma madrugada, choveu mais do que o dobro do esperado para o mês inteiro na cidade.
A tragédia causou deslizamentos de terra com desmoronamentos de casas. No total, 64 pessoas morreram e mais de mil pessoas ficaram desabrigadas.
Monitoramento de áreas de risco via satélite
Também nesta quinta foi anunciada uma parceria entre a Defesa Civil e a Secretaria de Desenvolvimento e Habitação estadual para monitorar áreas de risco em todo o território paulista.
Uma plataforma digital que usa imagens de satélite vai acompanhar o avanço da construção de moradias irregulares e o desmatamento de áreas de preservação ambiental. A nova tecnologia vai permitir que a fiscalização seja mais pontual e eficiente, segundo o governo de São Paulo.
Acompanhe também: