Um dos pilares do Di Paolo, o atendimento é um diferencial da rede, e segundo Jandir Dalberto, CEO do restaurante, isso faz parte de um processo de formação de pessoas.
“Quando o cliente sai de casa, ele sai com uma expectativa de receber um bom serviço. Se ele já foi uma vez, a próxima expectativa será maior, e assim por diante.”

Jandir fala que este é um desafio diário da equipe, e o objetivo é de sempre buscar reconhecer o cliente e realizar um serviço perfeito.
Segundo ele, a chance de perder um cliente quando o atendimento recorrente não é bom “chega a 99%”.
Por isso, os trabalhadores do restaurante recebem atendimento com dois psicólogos, desde o fim da pandemia, e uma diretora de recursos humanos com treinamentos semanais.
“Formação de pessoas é o que tem de mais importante dentro da gastronomia“, ressalta Jandir. Ele ainda fala sobre a sua experiência, enquanto esteve na Fogo de Chão, para ajudar pessoas a suportarem o crescimento dentro da empresa.
“Eu me sinto bem confortável em ter pegado esse papel como sócio do Di Paolo para fazer este trabalho de expansão, mas o fundamental está nas pessoas.”
DNA
Antes de inaugurar uma loja, Jandir explica que o processo padrão do Di Paolo é contratar cerca de 60% de pessoas que são da região e proporcionar uma experiência prévia em locais já estabelecidos. “90 dias antes da inauguração, colocamos estas pessoas nas lojas de São Paulo, treinamos, e então elas voltam.”
Além disso, uma equipe veterana é levada até a cidade da nova loja para um período de formação dos novos profissionais, que dura seis meses. Sendo assim, após o semestre, o trabalhador pode voltar para sua loja antiga ou permanecer na nova unidade.
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O CEO da empresa diz que este procedimento é crucial para manter o DNA do restaurante em todas as unidades.
Aliás, de acordo com Jandir, “ser mais um” não serve para o Di Paolo. “O empregado tem que comprar a ideia que ele vai fazer um plano de carreira, de forma que cresça e se desenvolva junto com a empresa. Caso contrário, a empresa não vai querer aquela pessoa.”
Ele também destacou o fato de haver uma certa competição interna entre os trabalhadores, com o intuito de ser o maior destaque.
Jandir até compara o trabalho de deixar o cliente feliz com fazer um gol no futebol: “Os olheiros estão vendo e depois vão pedir o nome do cara”.
Veja a entrevista completa abaixo:
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