O Ministério da Relações Exteriores afirmou que o governo Lula já tem em mente alguns pontos para o Plano de Transição Ecológica, que tem tudo para ser um dos trunfos do seu governo. Tendo a precificação do mercado do carbono sua principal característica, é pauta mais avançada no momento, portanto está nas mãos de Marina Silva reposicionar o país no quesito ambiental mundial.
O presidente Lula, que estará em Bruxelas para a Cúpula entre a União Européia (UE) e a Comunidade de Estados Latino Americanos e Caribenhos (Celac), já deverá adiantar alguns pontos sobre a agenda climática. O foco será trazer os esforços do Brasil para a transição ecológica e também resolver os entraves do acordo entre o Mercosul e a UE.
O objetivo maior do governo é a precificação do mercado de carbono. A intenção do governo é ter a aprovação do arcabouço legal antes da Conferência da Organizações da Nações Unidas (ONU) sobre Mudanças Climáticas, a COP28, em novembro.
Recentemente, um estudo demostrado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) calculou que a criação de um sistema de comércio de emissões pode gerar receitas de R$128 bilhões.
Regulamentação e ação rápida na transição ecológica
O Plano de Transição Ecológica pode ser uma marca do atual governo se for implementado de forma eficaz e abrangente. Para que isso aconteça, o governo deve estabelecer metas claras e ambiciosas de uma transição para uma economia mais sustentável e verde.
Além disso, o governo deve investir em tecnologias e infraestruturas verdes, promover a pesquisa e desenvolvimento de energias renováveis, incentivar a eficiência energética e reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
Também é importante que o governo promova a conscientização e a educação ambiental, incentivando a população a adotar práticas mais sustentáveis em seu dia a dia.
Se o governo conseguir implementar essas medidas de forma efetiva, poderá ser reconhecido como um defensor do meio ambiente e da transição para uma economia mais verde, tornando o Plano de Transição Ecológica uma marca de sua gestão e retomando o seu protagonismo como país que não apenas tem pautas específicas ambientais, mas também que atua efetivamente na causa ambiental.
