O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, afirmou nesta quinta-feira (9) que há indícios de que 2,5 milhões estão recebendo o Bolsa Família de forma irregular no país atualmente.
De acordo com Dias, foram constatadas pessoas com renda elevada – de aproximadamente nove salários mínimos (cerca de R$ 11.718) – que recebem o benefício, destinado à famílias de baixa renda.

“Acreditamos que mais ou menos 2,5 milhões dos que recebem têm grandes indícios de irregularidades”, disse, durante visita a uma unidade do Cozinha Solidária, projeto do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) desenvolvido em Sol Nascente, no Distrito Federal.
De acordo com o ministro, por conta desse cenário, os cadastros do programa agora estão passando por revisão.
Além da checagem dos beneficiados, Wellington Dias disse que o governo irá desenvolver programas para que as famílias consigam melhorar a renda, sem necessitar do Bolsa Família. O programa hoje atende quase 22 milhões de famílias.
Consignado no Bolsa Família
Uma portaria do ministério foi publicada nesta quinta (9) com novas regras para empréstimo consignado no âmbito do Programa Auxílio Brasil, que voltará a se chamar Bolsa Família.
O texto fixa em 5% o limite para desconto no benefício pago a famílias beneficiárias do Bolsa Família ou de outros programas federais. Além disso, o número de prestações não poderá exceder seis parcelas sucessivas e a taxa de juros não poderá ser superior a 2,5%.
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Novas exigências para o Bolsa Família
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na última segunda-feira (6) que para serem atendidas pelo programa, as famílias beneficiárias deverão apresentar o atestado de vacinação das crianças em dia.
Além disso, Lula afirmou que o benefício passará a contar com outros dois pré-requisitos: as crianças estarem matriculadas na escola e o acompanhamento pré-natal completo das mães que estiverem grávidas.
A atualização do Bolsa Família também definirá o valor permanente em R$ 600, com um adicional de R$ 150 por criança abaixo dos seis anos de idade.
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