
Ocupada até meados de 2022 pelo então secretário de Fazenda e Planejamento, Henrique Meirelles (PSD), a atual sala do vice-governador Felício Ramuth (PSD) foi a única a escapar da reforma feita no Palácio dos Bandeirantes durante a gestão de João Doria (ex-PSDB). Ela conserva as portas em sua textura original e, nas paredes, a madeira predomina.
Há pouco ainda de Felício no ambiente. Sobre a mesa de trabalho, uma caneta e, em cima de uma pilha de papéis, os óculos de leitura.
Mas a sala de três ambientes está repleta de simbologias. Em um canto dela, a bandeira de São Paulo, com suas 13 listas, enfeita o gabinete, lado a lado à bandeira do Brasil.
No encosto de veludo das cadeiras da mesa de reunião, o pavilhão do Estado dá um ar austero ao ambiente., quebrado, a cada 15 minutos, pelas badaladas de um relógio do século 18, peça de quase 250 anos que marca a hora certa e cadencia o trabalho na sala.
Ao lado de modernidades, como uma máquina de café e telefones (muitos telefones), obras de arte do acervo do Estado embelezam o ambiente.
Destaque para um quadro de Benedito Calixto, “Paisagem”, de 1919, que retrata a Biquinha, ponto turístico de São Vicente, colocado logo atrás da mesa do vice-governador e escolhido pelo próprio Felício para compor o ambiente.
Na mesa do centro, outra marca da urgência do tempo: um exemplar de “Uma proposta de cuidado ao Dependente Químico”, que teve Luiz Gustavo Vala Zoldan e Marcelo Ribeiro como organizadores. Lembrança, talvez, de um dos desafios que Felício enfrenta, coordenar as ações do Estado na “cracolândia”.
Veja as fotos do gabinete do Palácio dos Bandeirantes:
Localizada no primeiro andar do Palácio dos Bandeirantes, logo abaixo do gabinete de Tarcísio de Freitas, a sala ocupada por Felício tem outro detalhe: as grandes portas de vidro dão acesso aos terraços da sede do governo paulista, com uma vista privilegiada da cidade de São Paulo, banhada pelo sol na manhã da última sexta-feira. Uma paisagem que ficará na memória caso o projeto de Tarcísio, de mudar a sede do governo do Estado do Morumbi para o centro da capital, se concretize. Isso só o tempo –implacável, como mostra a cadência incessante do relógio da sala do vice-governador– dirá…
Confira a entrevista com Felicio Ramuth na íntegra:
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