Jeffrey Dahmer foi um dos mais notórios assassinos em série que o mundo já conheceu. Ultimamente, seu nome voltou a circular e repercutir, por conta de um seriado, produzido pela Netflix, chamado “Dahmer: Um Canibal Americano”.
Dahmer nasceu em 1960, nos Estados Unidos, e foi criado em um ambiente familiar hostil. Com uma mãe depressiva e possivelmente hipocondríaca, precisou lidar com altos e baixos de seu humor, assim como algumas tentativas de suicídio por parte da mesma.

O pai, por sua vez, tentava dar atenção ao filho, mas mesmo assim ainda era uma pessoa que se ausentava muito devido ao trabalho. Era uma família disfuncional, os pais se separaram após anos de discussões e deixaram o filho adolescente, Dahmer, sozinho em casa por meses.
Descrito pelos pais como uma criança introspectiva e tímida, Jeffrey sempre apresentou um comportamento diferente das outras pessoas da sua idade, isso desde a infância. Na infância começou a se interessar por animais mortos e taxidermia (“empalhar” animais mortos), mas foi na adolescência que surgiram os primeiros sinais de parafilia, como a necrofilia.
Quando adulto, Jeffrey desenvolveu alcoolismo, foi expulso do exército por beber demais e dopar seus colegas com a finalidade de realizar atos sexuais. Foi preso por ato libidinoso e por ter abusado sexualmemte de um adolescente. Em 1978, logo após concluir o ensino médio, ele cometeu seu primeiro assassinato. Porém, foi só em 1987 que ele mata a sua segunda vítima e dá início a uma série de crimes chocantes e cruéis.
Jeffrey poderia ser descrito como um caso psiquiátrico muito complexo, já que apresenta sintomas de transtorno de personalidade antissocial e parafilia (problemas relacionados a questões sexuais, como gostos bizarros e inadequados), por exemplo. Alguns transtornos psiquiátricos graves, como é o caso dele, podem ter relação com questões biológicas, recebendo uma influência genética significativa ou até decorrente de alguns tipos de lesão cerebral.
No caso dele, os pais relataram mudança de comportamento ainda na infância após um procedimento cirúrgico que ele foi submetido. Existem também fatorem ambientais importantes, como os problemas familiares que o acompanharam durante toda a infância e adolescência, esses não podem ser descartados como uma influência na formação de sua personalidade.
Mesmo após todas essas análises, é importante dizer que a maior parte dos pacientes psiquiátricos não apresentam risco à sociedade e que discriminá-los é um erro. Existem muitas pessoas com Transtorno de Personalidade Antissocial, com traços de psicopatia, que nunca mataram e nunca vão matar ninguém, por exemplo.
Muitos desses sujeitos acabam se adaptando ao social e passam a vida sem que ninguém se questione sobre essa possibilidade. Ainda existem os cruéis, que nada possuem de transtorno. Não devemos nos esquecer que pessoas também podem ser deliberadamente más.