Domingo foi dia dos pais, para muitas pessoas, como em qualquer data comemorativa pode ser uma data delicada. Isso porque sabemos que, são em datas como essa que muitas pessoas sentem falta de pessoas queridas que já se foram ou de momentos delicados em família.
No entanto, o dia dos pais possui uma particularidade, já que muitas casas são comandadas por mulheres, e isso quer dizer que, existem muitos filhos que não conhecem ou não possuem contato com os seus pais.
Não entraremos no mérito dos motivos para que essa ausência em vida, aconteça, mas focaremos no ponto que é a importância do pai na educação e criação dos filhos.

Sabemos que os filhos são muito apegados as mães, principalmente na primeira infância, mas o papel do pai, mesmo quando a criança depende inicialmente mais da mãe, é tão importante quanto o papel materno.
Artigos científicos apontam que o envolvimento paterno está associado ao amadurecimento cognitivo da criança, isso é, famílias em que existia maior envolvimento paterno, as crianças apresentavam um maior desenvolvimento cognitivo (melhor aprendizado, por exemplo).
Quando os pais são casados e possuem um bom relacionamento, isso faz com que a criança apresente um bom desenvolvimento socioemocional. Mesmo quando os pais são separados, o interesse genuíno do pai pelo filho, fazem com que a criança se desenvolva de maneira saudável, se sentindo amada, desejada, melhorando autoestima e autoimagem.
A presença paterna está diretamente relacionada à sentimentos de segurança e ao estabelecimento de regras, o que é fundamental no desenvolvimento.
A paternidade exige que você entre em contato com o seu mundo interno, confronte os seus medos, traumas e angústias e que tenha uma boa percepção de si, dos seus valores, necessidades, vontades e crenças.
Mas, como toda transição, a descoberta da paternidade provoca diferentes sensações e sentimentos confusos, contraditórios e intensos, é normal sentir medo e insegurança, mas a terapia está aí para dar suporte a tudo isso.